terça-feira, 21 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Poesia de Libânia Madureira

Infinitos caminhos,
Que se cruzam
Se tocam, se fundem
...se irmanam
Pequenos nadas,
Tão importantes
Nas imagens permanentes
Nos factos inesquecíveis
De momentos eternos,
Nas vidas que não se apagam…
“NO MEIO DA MULTIDÃO… HÁ SOLIDÃO POVOADA”
Viajando, sem sair do lugar,
Ouvindo apenas os suspiros dos ventos,
Que murmuram parecendo chorar,
Ainda que por breves momentos.
Há uma saudade,
Um perfume triste,
Uma dor que persiste
E não se vê.
Dura mágoa, invade
O coração
De tanta gente,
Apesar de saber o porquê,
De tanta solidão povoada,
Tanta gente abandonada
Neste imenso bosque
Pela dor, pela sorte,
No meio da multidão.
Ah, como eu queria,
Que o amor não fosse utopia
E uma gota deste vasto oceano,
_ Um simples grão de argila humano_
Florescesse
Aquecesse
A semente que repousa na sua leva,
Abatesse a treva
Num mágico toque de amor,
Esse antídoto da solidão e da dor…
Ecos Vítreos
Ecos Vítreos
Transpondo o espaço sideral
Ecos níveos
Onde as estrelas pintam cada palavra minha e tua
Humana e universal
Deixando transparecer o invisível
Sons da vida que se perpetua
Num poema indizível
Na magia da Lusofonia
Numa “Sonata” imortal
Libânia Madureira
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Helena Magalhães

Lembro-me em criança que se criavam momentos mágicos entre mim e o meu pai quando ele me contava uma história, ao mesmo tempo que tingia o branco do papel com a magia das cores, ou até mesmo os traços que os seus dedos rapidamente acasalavam com a história imaginada por ele. - Conta-me mais uma história... Aqui começam os momentos belos de comunicação, uma riqueza nas suas memórias na qual nós seremos cúmplices para toda a vida. No Era uma Vez uma expressão que tantas vezes nos faz remeter para o passado e que nos prende ao irreal e à fantasia, onde a magia nos faz transpor para voos imaginários... Hoje guardo com saudade no bolso da minha alma as histórias de meu pai.
TRATADO DA ALEGRIA


de José Leon Machado
A sua produção literária é variada. No entanto, tem-se evidenciado como contista, com três colectâneas de contos publicadas: Fluviais (2001), Os Incompatíveis (2002) e Jardim sem Muro (2007); e como romancista de ambientes históricos: O Guerreiro Decapitado (um romance cuja acção se passa no século I d.C. durante a colonização romana do território que actualmente corresponde a Portugal), Memória das Estrelas sem Brilho (um romance sobre a participação dos Portugueses na Grande Guerra), e A Vendedora de Cupidos (um romance que se passa no contexto da segunda Guerra Mundial).
Os romances O Cavaleiro da Torre Inclinada (2009) e A Planta Carnívora (2011) reflectem a experiência do autor como professor universitário, uma vez que a temática destas obras é a vida académica. Aproximam-se, no uso da ironia e nalgumas situações de âmbito amoroso, de alguns dos contos presentes em Os Incompatíveis.
O Guerreiro Decapitado (romance, Campo das Letras, 1999);
Fluviais (contos, Campo das Letras, 2001; Grande Prémio de Literatura ITF 2002);
Os Incompatíveis (contos, Campo das Letras, 2002; Prémio Edmundo Bettencourt 2001 da Câmara Municipal do Funchal);
Braços Quebrados (romance, Edições Vercial, 2003);
O Construtor de Cidades (romance, Edições Vercial, 2004);
Não me Guardes no Coração (romance, Pena Perfeita, 2005);
Quero Cortejar o Sol (diário, DG Edições, 2006).
A Bruxa e o Caldeirão (com ilustrações de Nuno Castelo; literatura infantil, Edições Vercial, 2006).
Jardim sem Muro (contos, Edições Vercial, 2007).
Memória das Estrelas sem Brilho (romance, Edições Vercial, 2008).
O Cavaleiro da Torre Inclinada (romance, Edições Vercial, 2009).
A Vendedora de Cupidos (romance, Edições Vercial, 2010).
A Planta Carnívora (romance, Edições Vercial, 2011).
Cimbalino Curto


Ilustrador, Cartonista
Nas revistas e jornais, a sua actividade de escritor enlaça-se com a de ilustrador e caricaturista. Foi responsável gráfico do Notícias da Tarde e de O Jogo. Publicou caricatura em O Tripeiro e em O Comércio do Porto ,onde dirigiu graficamente o suplemento “Encontro”. Colaborou com a RTP desenhando em directo no programa Às Dez. Ilustrou manuais escolares e contos infantis da Porto Editora.
Culminou a sua carreira como Ilustrador Principal do Jornal de Notícias ,onde, durante uma década, publicou caricatura, desenhos, textos. Como cartunista fez uma exposição retrospectiva dos seus 25 anos de ilustrador, no Salão Jardim do Coliseu do Porto, 1994. Participou na exposição “Mário Soares visto pelos caricaturistas”, no Palácio de Belém.
Pintor
Participou em diversas exposições colectivas em Espanha, França, Jugoslávia, Turquia, Macau, Dinamarca e Brasil.
Escritor
Publicou os livros Cimbalino Curto (2000) e O Peter Pan Não Existe - Reflexões de um Ateu, Ed. Caminho, 2007. Tem textos e desenhos nas revistas Campismo e Caravanismo, Hobby e nos jornais O Chato, O Olho, A Pantera… Em O Primeiro de Janeiro, escreveu uma rubrica semanal, intitulada “Ovnis Existem”, que durou de 1978 a 1981 (133 artigos). Foi repórter da Quinzena do Porto. Colabora nos jornais O Gaiense, Soberania do Povo (Águeda), Gazeta de Paços de Ferreira e Correio Alentejo.
Actor
Desde 1963 que adora teatro. Nesses espectáculos, ajudava na montagem, pintava cenários, cantava, fazia ilusionismo e imitações. Em 2000, estreou-se na revista 2001 Odisseia do Carago, Sá da Bandeira, Porto. Actuou em três revistas e hoje é actor no grupo amador Cale Estúdio Teatro, de Gaia.
Prémios
1998 - diploma de Professor Honorífico do Humor, outorgado pela Universidade de Alcalá de Henares (Madrid);
2001 - Prémio Homenagem atribuído pela Caricaturartes, Seixal.
Consta no Dicionário de Personalidades Portuenses do Século XX, Porto Editora, 2001.

Amor
terça-feira, 14 de junho de 2011
“Miscigenação”

Abrem-se os brotos do tempo
Nas elegias do momento
Pincelando a natureza
Num arco-íris de rara beleza,
Deixando fluir os seus mais
Puros momentos de inspiração,
No brilho dos cristais
Da primavera.
Doce quimera
Superando o brilho das estrelas
A quem fez por merecê-las,
Nas diferentes formas e cores
Cheia de magia e odores.
Provada magnitude
Em premissas e virtude
Das vivências do dia-a-dia.
Fecunda poesia
Lapidando horizontes
Ainda por rasgar.
Constelação bordada do olhar,
Trazendo à magia do sentimento
Toda a beleza e encantamento.
Por entre alvorada
E treva, brilho iridescente
Se propaga,
Emerge, a espécie eleita
Na matriz pura.
Obra perfeita,
Arquitectada
Miscigenação que perdura,
Atravessando os sulcos da memória,
Onde termina o texto ázimo da infância,
Reinventando o que dela resta, num outro idioma.
Tempo docemente renovado,
Pelo momento, pela História,
Nova fragrância,
Doce aroma,
Invade e emana
Da tela e na porcelana…
Libânia Madureira
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Testemunho de Vida: “O Gosto pela Vida”
Há momentos na vida em que tudo parece acabar, tudo se desmorona, tudo se desmancha, tudo cai, tudo desaparece num turbilhão imenso, confuso e escuro. De repente e sem que nada o fizesse crer, todos os nossos projectos, todas as nossas fantasias, todos os nossos castelos construídos ou a construir, tudo desapareceu inexoravelmente de forma brutal, cruel e instantânea. Os sonhos, os planos longamente arquitectados para um início de uma vida adulta e organizada, que na prancheta da imaginação se apresentam sempre de forma risonha e apelativa, tudo desapareceu, tudo se escoou, tudo se afundou, devorado por esse tremendo “buraco negro” afunilado e profundo.
Já lá vão 35 anos.
A constatação da dura realidade em que nos encontrámos, a certeza de que o pesadelo era palpável e é real, a consciência da monstruosa injustiça que os deuses permitiram que sobre nós se abatesse, geraram em nós sentimentos de raiva, de dor e de inconformismo que apelaram às nossas mais recônditas reservas de energia e de resistência para conseguirmos emergir de todo este caos. O destino reclamou de nós pesado tributo. Iremos pagá-lo mas iremos igualmente cobrar dividendos. (…)
Não lançámos a toalha ao chão. Não aceitámos a derrota e recusámos a rendição. Por muito poderosas e destruidoras que sejam as forças que sobre nós se abatam, por mais profundas que sejam as marcas e as feridas que provocam e enquanto subsistir a nossa capacidade de pensar e a nossa vontade própria, há sempre coisas que são indestrutíveis e que são as grandes armas que irão permitir vencer a adversidade e lutar contra todas as barreiras: a personalidade, o carácter, a força interior, a criatividade e o poder de iniciativa. Com este arsenal e com o sólido e indispensável apoio dos entes queridos e dos amigos, é e foi possível, recriar todo um novo projecto de vida, voltar a colocar na prancheta novos planos e novos horizontes, voltar a sonhar e voltar a acreditar nas fantasias.
Já lá vão 35 anos.
A luta não é, nem foi fácil. As múltiplas barreiras físicas, culturais e sociais continuam a ser tremendas e por vezes difíceis de ultrapassar. Ao longo desta caminhada, dia após dia, mês após mês, ano após ano, foi necessário subir montanhas e atravessar desfiladeiros. Poucas vezes encontrámos planícies. Foi necessário abrir muitas portas, quase sempre fechadas, forçar a entrada, muitas vezes a pontapé. A novidade e o ineditismo da luta que vimos travando no seio de uma sociedade quase totalmente alheia a estas realidades, trouxe-nos algumas vezes momentos de desalento e de frustração, mas trouxe-nos igualmente, momentos de alegria e sentimentos de vitória, quando conseguimos finalmente abrir as portas ou atravessar os desfiladeiros, mostrando aos outros que todos juntos e cada um com a sua quota parte de participação, é que preenchemos e construímos o puzzle deste imenso universo que é a humanidade e/ou a sociedade ou as micro-sociedades em que estamos inseridos. (…)
É tempo de olhar para trás e sentir a agradável sensação e o prazer de quem cumpriu mais uma etapa na vida. Olhar para baixo, lá do cimo da montanha e ver o sinuoso e difícil traçado que desde a base até aqui nos conduziu, vencendo e ultrapassando inúmeros e aparentemente intransponíveis obstáculos. Olhar com alguma nostalgia para tudo o que aconteceu, para tudo o que foi construído, para tudo o que foi concretizado, quase sempre a partir do zero, como tudo hoje parece tão simples e tão fácil. (…)
As actividades profissionais e culturais, sempre vividas e desenvolvidas, envolvimento e a participação em múltiplas iniciativas e projectos de âmbito social e comunitário, a partilha de conhecimentos experiências com pessoas e instituições, o permanente contacto convívio com os amigos, aquecem-nos o ego e dão-nos a certeza de sermos membros pro-activos da grande aldeia a que pertencemos. Mas há um factor que é, e foi fundamental para que o “boom” que sobreveio ao “buraco negro” acontecesse: o calor humano e o amor da família e dos amigos. Sem o companheirismo, o apoio e o amor sempre presentes, da família dos pais, dos irmãos, da esposa, dos filhos e agora dos netos, as vitória alcançadas não teriam nem o sabor nem o significado que todos lhe atribuímos. Foi por eles e com eles que tudo se realizou.
Faz hoje 35 anos que esta saga começou. António Neves, 2007.
Nota Biográfica: António Neves, nascido no ano 1949; Oficial Superior do Exército, Tenente Coronel na situação de reforma extraordinária; Licenciado em Estudos Europeus; Mestre em Gestão de Organizações Desportivas (MEMOS); Actualmente a finalizar a Licenciatura em História; Formação Técnica na Área da Informática; Conselheiro da CP para Clientes com Necessidades Especiais (CNE), desde 2004; Foi dirigente da Federação Portuguesa de Remo e responsável pelo Remo Paralímpico até Março de 2011; Presidente da Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes (FPDD) – 2001/06; Responsável pelo Projecto Super Atleta Atenas 2004 e lançamento do Pequim 2008; Presidente da International Blind Sport Association (IBSA-EUROPA) – 2005/06; Membro do Conselho Superior do Desporto de 2003/05; Presidente do Conselho Fiscal da Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA) – 1977/79 e de 1993/95; Presidente da Delegação Regional do Sul e Ilhas da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (DRSI – ACAPO) – 1998/00; Viveu em Angola, Nova Lisboa e Lobito, desde 1955 até finais de 1975; Como atleta federado praticou Hóquei Patins, como júnior e sénior no Lobito Sport Clube; Iniciou-se no Remo como júnior; A partir de 1977 e já como Deficiente das Forças Armadas, praticou atletismo e ciclismo; Tem como “hobby”, além da informática, leitura e música, o rádio amadorismo (CT1AHF), sendo fundador do Clube de Rádio Amadores de Cascais e Vice-Presidente da ARIES – Asociación de Radioaficionados Invidentes Españoles; É sócio fundador do Jam Session – Clube de Jazz de Cascais; Em parceria com um antigo camarada, Armando Magno, colaborou e foi director do jornal “online” Jornal Passa-Palavra. Sócio Aclal.
Os Filhos da Guerra
Nota Biográfica: António Neves, nascido no ano 1949; Oficial Superior do Exército, Tenente Coronel na situação de reforma extraordinária; Licenciado em Estudos Europeus; Mestre em Gestão de Organizações Desportivas (MEMOS); Actualmente a finalizar a Licenciatura em História; Formação Técnica na Área da Informática; Conselheiro da CP para Clientes com Necessidades Especiais (CNE), desde 2004; Foi dirigente da Federação Portuguesa de Remo e responsável pelo Remo Paralímpico até Março de 2011; Presidente da Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes (FPDD) – 2001/06; Responsável pelo Projecto Super Atleta Atenas 2004 e lançamento do Pequim 2008; Presidente da International Blind Sport Association (IBSA-EUROPA) – 2005/06; Membro do Conselho Superior do Desporto de 2003/05; Presidente do Conselho Fiscal da Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA) – 1977/79 e de 1993/95; Presidente da Delegação Regional do Sul e Ilhas da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (DRSI – ACAPO) – 1998/00; Viveu em Angola, Nova Lisboa e Lobito, desde 1955 até finais de 1975; Como atleta federado praticou Hóquei Patins, como júnior e sénior no Lobito Sport Clube; Iniciou-se no Remo como júnior; A partir de 1977 e já como Deficiente das Forças Armadas, praticou atletismo e ciclismo; Tem como “hobby”, além da informática, leitura e música, o rádio amadorismo (CT1AHF), sendo fundador do Clube de Rádio Amadores de Cascais e Vice-Presidente da ARIES – Asociación de Radioaficionados Invidentes Españoles; É sócio fundador do Jam Session – Clube de Jazz de Cascais; Em parceria com um antigo camarada, Armando Magno, colaborou e foi director do jornal “online” Jornal Passa-Palavra. Sócio da ACLAL.
«Sentida Homenagem» O/A PROFESSOR(A) de Libânia Madureira

“VOANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS” . Estórias da Escola.
A minha «Sentida Homenagem» a Ti, PROFESSOR(A), com a minha gratidão.
O/A PROFESSOR(A)
O/A Professor(a), traz na sua vocação
O sussurro das palavras ávidas
De vida, por mais vida.
A mensagem escrita na alma
E de livros na mão,
Uma vezes calma,
Outras num labor insano
E agreste,
Transpondo a barragem do ser humano,
Modelada generosamente
Numa doação de Mestre,
Contínua e altruísta
Fazendo sonhar,
Acreditar
Que o conhecimento, se conquista.
Sinfonia incompleta
Uma porta entreaberta
Se abre de par em par
Dissipando as nuvens que encobrem o olhar,
Rasgando o silêncio mudo,
Tocando as harpas do sonho e da fantasia
Com seu saber e estudo,
Expelindo toda a energia,
Fazendo sentir que o «sonho» , não é palavra vã
Nos Homens/Mulheres de hoje, de amanhã…
Libânia Madureira
Academia de Letras e Artes Lusófonas - “ACLAL”

" A Língua Portuguesa que é a pátria de grandes mestres, nasceu de Portugal. Este nasceu de (Portucale)...Porto e Cale (Gaia). Logo, as jornadas de nossa Academia Lusófona que tiveram o seu início e muito bem em Cale, em frente ao Porto.
E daqui, mais amadurecida, irá distribuir-se e enraizar noutros solos ubérrimos, crescendo, florindo e oferecendo frutos ao Mundo.
Assim seja !
Compareçam para darem força a esta ideia!"
Arménio Vasconcelos