
sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Serão da Bonjóia - "Ecos Vítreos - Poesia e Música" PORTO
quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
Pequeno conto de Natal...

segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009
O sol da savana

Ali, onde o homem e a natureza se fundem e se confundem. Onde trocam olhares cúmplices. Onde se enamoram e sorriem ao tempo que passa, que passa devagar, devagarzinho, num olhar que chiqui-chiqui noutro olhar. Ali, onde o bafo quente em forma de vento manso, afaga um encantamento doce que ondula ao som longínquo do batuque e da timbila seu sentimento primoroso que outro sentimento lhe há-de acorrentar.
Ali, onde o chamamento rijo brota musculoso das profundezas da terra no agitar maluco duma marrabenta que ecoa desvairada na tarde finda que a noite estrelada vai chamando. Ali, onde a sura, seiva da palma, faz feitiço possante nas cabeças, sente-se vibrar o trepidar forte dos corpos felinos que desafiam o danado do xicuembo e lhe fazem figas de eternos desafios.
Ali, onde o bicho fome bota fora, no caminho da estrada, sua força de grandeza grande, noutro bicho que outro bicho, outro dia, lhe vai comer.
Ali, onde a gente não tem mais nada que sua presença na planície larga, onde a vida não sabe que um dia vai, o sorriso vem num raio de sol… e passa de mão em mão… fazendo quantidade imensa a alegria que recebeu, em dia de saguate, da mão de seu irmão.
quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Livros com Ideias Dentro

Autor: António Rego Chaves
Editora: Campo das Letras
O livro pretende chamar a atenção para obras que, embora muito importantes, correm o risco de ser preteridas em favor de múltiplas temáticas fúteis que cada vez mais parecem ir ao encontro da procura de grande parte de leitores. Nestas recensões críticas, escolhidas entre cerca de duas centenas publicadas no Jornal de Negócios, aborda-se o pensamento de dezenas de intelectuais, portugueses e estrangeiros, cujo pensamento não deveria ser ignorado pelo nosso tempo – de Amos Oz, António Sérgio, Arendt, Beauvoir ou Camus a Manuel Laranjeira, Simone Weil, Unamuno, Voltaire ou Wittgenstein.
(Guilherme d'Oliveira Martins)
A actualidade do implacável Maquiavel Saindo em louvor do politicólogo Maquiavel e do seu implacável “O Príncipe”, no texto titulado, precisamente, “Em louvor de O Príncipe”, António Rego Chaves relembra o que disse Francis Bacon daquela obra: “Estamos muito reconhecidos a Maquiavel e a outros como ele, que escreveram aquilo que os homens fazem, e não aquilo que devem fazer.”Salientando que o autor quinhentista continua a ser incompreendido pela generalidade dos seus leitores, A. Rego Chaves remete, ilustrando, para o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa que define “levianamente o “maquievalismo” como sistema político, baseado nas ideias do escritor e político florentino Maquiavel e caracterizado pelo princípio amoral de que os fins justificam todos os meios e que a arte de governar deve estar acima de todas as preocupações de carácter ético, religioso…”. O italiano, defende-se, “queria desvendar aos seus contemporâneos os segredos do realismo político, a invenção, a táctica e a estratégia, a ‘ciência’ do Poder”, limitando-se a proclamar “não apenas que o rei ia nu, mas que os príncipes antigos e os da sua época sempre tinham andado em pelota, ainda que nenhum deles tivesse admitido tal prática.”
(Teresa Sá Couto)
segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
Suzana Ralha e o Bando dos Gambozinos

A Casa do Silêncio. Bando dos Gambozinos, 25 anos

de Susana Ralha
Páginas: 60
Editor: Edições Afrontamento
ISBN: 9789723605440
Colecção: Tretas e Letras
sábado, 28 de Novembro de 2009
A música
Victor Marie Hugo
França[1802-1885]
Poeta, Escritor, Dramaturgo, Político
A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo.
Oscar Fingall O'Flahertie Wills Wilde
Irlanda[1854-1900]
Escritor/Poeta/Dramaturgo/Ensaísta
Entre as graças que devemos à bondade de Deus, uma das maiores é a música. A música é tal qual como a recebemos: numa alma pura, qualquer música suscita sentimentos de pureza.
Miguel de Unamuno y Jugo
Espanha[1864-1936]
Filósofo/Escritor
sábado, 21 de Novembro de 2009
ACADEMIA DE LETRAS E ARTES LUSÓFONAS – ACLAL
sábado, 31 de Outubro de 2009
Fosse eu Sempre,uma metáfora apenas...

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
"Querer" - Pablo Neruda
quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura
III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura
Realiza-se, na Fundação Calouste Gulbenkian, nos próximos dias 22 e 23 de Outubro a III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura.
quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
História das Bibliotecas
Miguel Torga
CADERNO DE HISTÓRIAS
Seminário School libraries, Curriculum and Web 2.0: Strategies for Teaching the 21st Century Learner
Caros professores bibliotecários,Amanhã, dia 1 de Outubro, entre as 14h 30m e as 17h, 30m, vai ter lugar um Seminário promovido pelo Gabinete Rede de Bibliotecas Escolares, dirigido pelo Professor Ross
Todd, especialista de grande reputação nas temáticas das Bibliotecas Escolares e dos desafios que se colocam hoje à Escola no desenvolvimento do currículo e do papel das tecnologias de informação, designadamente as ferramentas da Web 2.0.
O tema será "School libraries, Curriculum and Web 2.0: Strategies for Teaching the 21st Century Learner”.
Uma vez que se torna impossível realizar presencialmente esta formação para abranger todos os professores bibliotecários, que consideramos fundamental para o bom desempenho da função e trabalhar de forma mais científica e prática com os professores das disciplinas na apropriação dos recursos da BE e das tecnologias, há a possibilidade de assistir através de vídeodifusão, acedendo ao seguinte endereço:
http://videodifusao.dgidc.min-edu.pt/rbe
Certa que poderemos ter a vossa adesão a esta nossa iniciativa, que consideramos de grande utilidade para todos, contamos com a vossa participação virtual.
Teresa Calçada
RBE
sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
terça-feira, 18 de Agosto de 2009
GUERRA JUNQUEIRO

segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Os 25 anos do Museu Maria da Fontinha
O Museu Maria da Fontinha, em parceria com a Academia de Letras e Artes de Paranapuã ALAP (Rio de Janeiro - Brasil) e a Academia de Letras e Artes Lusófonas ACLAL, organizaram mais um Encontro de Intercâmbio Cultural e Lusofonia. O evento teve lugar no Auditório José Vasconcelos (Museu Maria da Fontinha, Além Rio, Gafanhão, Castro Daire), no passado dia 8 de Agosto, pelas 14:00h. Na cerimónia solene foram outorgadas Medalhas e Diplomas de Mérito a várias personalidades da região. Entre os homenageados, a Comunidade Académica e Artística de Paranapuã e o Museu Maria da Fontinha distinguiram pintores, músicos, artistas plásticos, poetas/escritores, Autoridades Religiosas, estudantes, docentes, bibliotecários, investigadores, advogados, empresários, editores/jornalistas, artesãos, associações culturais, autarcas e personalidades que no percurso de vida têm prestado relevantes serviços em prol da cidadania, da cultura e da lusofonia. António Maia Nabais, Isabel Silvestre, José Alberto Sardinha, Daniel Café, Adélio Amaro, Paulo Cardoso, José António Santos, Aurora Simões de Matos, Isabel Cristina Santos, Marisabel Moutela, António Borges, Luís Filipe Vasconcelos, Alexandrino Matos, Rui Costa, Filipe Marado, Maria José Quintela, Jorge Ferreira, Luís Costa, Associação Cultural de Nodar, foram alguns dos homenageados. O escritor, advogado e museólogo Arménio Vasconcelos, director-presidente do Museu Maria da Fontinha, museu do Território do Vale da Paiva e Serras e da Academia de Letras e Artes Lusófonas, foi condecorado pela Academia de Letras e Artes de Paranapuã pelos valiosos serviços concedidos à lusofonia. Uma demonstração eloquente do reconhecimento e respeito pelo humanista Arménio Vasconcelos e pelo trabalho que está a realizar em Portugal e nos países lusófonos em favor do desenvolvimento, apoio e divulgação da cultura. Para além dos actos e cerimónias alusivos aos 25 anos do Museu Maria da Fontinha, o dia 8 de Agosto de 2009 foi escolhido para a implantação e posse dos membros fundadores da Academia de Letras e Artes Lusófonas (nos oito Países da Lusofonia e em algumas Comunidades onde se fala a nossa língua) - cidadãos imbuídos do espírito associativo manifestando disponibilidade em assumir e desenvolver projectos que visam estimular valores de cidadania e promover acções de carácter cultural lusófono em todo o mundo, assim como conferências, seminários, simpósios, criação de áreas de pesquisa, centro de documentação e alargamento do intercâmbio cultural entre estas nações para que estimulem a cooperação e o elo em comum - a Língua Portuguesa. O Encontro da comemoração dos 25 anos do Museu Maria da Fontinha contou com a projecção de filme e apresentação de livro respeitantes aos núcleos museológicos do Vale da Paiva e Serras abrangendo o património musical desta Região, os Cantares de Manhouce, a voz de Isabel Silvestre acompanhada pelo pianista Alexandrino Matos, recolhas musicais do Etnomusicólogo José Alberto Sardinha, bem como o Santuário da Senhora de Rodes e o “fabrico” dos barros pretos de Ribolhos. A Musealização do Vale da Paiva e Serras compreende 50 núcleos museológicos abrangendo património arqueológico (megalitismo e outros), geológico (geossítios, trilobites, pedras parideiras, etc.), histórico (Rodes, Ermida e muitos outros), religioso (mosteiros, igrejas e capelas), artístico e etnográfico (museus de Arouca, Maria da Fontinha e outros), paisagístico, artesanal, gastronómico e musical. Nesta comemoração, foram várias as localidades de Portugal que estiveram presentes: Alcanena, Leiria, Alvarenga, Arouca, S. Pedro do Sul, Lamego, Torres Vedras, Castro Daire, Évora, Nodar, Resende, Setúbal, Amadora, Lisboa, Vila Nova de Paiva, Batalha, Viseu, assim como outras dos restantes países lusófonos onde se irão projectar o futuro destas células da Lusofonia, sempre com vontade, arte, cultura e verdade. Juntaram-se ainda a este Encontro, cidadãos de Goa, Macau, Canadá, França, Suíça, Alemanha, EUA, Reino Unido, Espanha; amigos e companheiros vindos das terras onde se expressam em Português. O Ministério da Cultura, o Governo Civil do Distrito de Viseu e a Câmara Municipal de Castro Daire marcaram presença, neste dia, no Museu Maria da Fontinha. segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
Museu Mª da Fontinha - em Além do Rio, Castro Daire - Solenidades do dia 8 de Agosto 2009 -
Museu Mª da Fontinhahttp://casamuseumariadafontinha.blogspot.com/
http://museufontinhapintura.blogspot.com/
http://museufontinhaescultura.blogspot.com/http://museufontinhalivros.blogspot.com/
Nascimento do Museu Mª da Fontinha; criação, com apresentação de filme e livro alusivos, do Museu do Território do Vale da Paiva e Serras com 50 núcleos museológicos, bem assim da apresentação de elementos da recém criada Academia de Letras e Artes Lusófonas -ACLAL, com mais de quinhentos membros fundadores, nos oito Países da Lusofonia e em algumas Comunidades onde se fala a nossa língua, pelas sete partidas do globo.
http://armenio-vasconcelos.blogspot.com/
sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Palavras adormecidas e outras vozes...




- Entrai. Sede bem-vindos.
Iniciada a viagem, diante de nós a memória é o caminho do indefinido, dum mundo de imprevisto, diálogo incessante da dinâmica da Vida, simbiose entre o futuro, o presente e o passado.
Com todos os que dão magia e sonho à palavra escrita, comungamos.
É com encantamento que, nestes encontros, o pensamento perscruta a dimensão criativa, esta riqueza humana desperta de conhecimento.
Celebra-se a peregrinação das palavras adormecidas.
Continuaremos, essencialmente, na busca da essência do tempo, vivenciando em pleno fontes de alegria da profundidade do Ser.
Ali, no cimo do monte, parados no interior do automóvel, a uma escassa meia dúzia de quilómetros depara-se-nos a aldeia que se estende por vastos terrenos constituídos por vales e várzeas.
Abrigada pela privilegiada beleza da Serra, uma graciosa terra transmontana de gente notável e provida de talento se avista.
Ventanias de aromas povoam as casas de pedra da aldeia do mundo. Um caleidoscópio de manifestações de regionalismo pleno atinge a constelação de todos ao som de instrumentos musicais tradicionais, guitarra portuguesa, bandolim, audição de música clássica e salmos.
Chamavam-lhe aldeia do trabalho. Vales e pedras cobriam os seus terrenos de lavradio e recantos, que homens foram talhando ao longo dos séculos. A quinta, abundante de tudo, renascia todos os anos cansada de trabalhos corpulentos. A mina permanecia firme e a água, fonte da vida da aldeia, continuava a correr límpida e fresca.
Aquele solo era amado por Deus, como um filho.
O simbolismo dos Anjos esculpidos em pedra pelas mãos de mulheres e homens, reunidos no alpendre da capela, junto da mãe-torre, perpetuam no céu a mensagem de Aleluia das vozes do campo, do vale, da montanha e dos sonhos das crianças.
Descendo a encosta pela estrada macadame, dirigimo-nos à aldeia de infância de Francisco. Olhamos os lameiros, os trabalhos de terraplenagem iniciados nos lugares das Almoínhas, nos Casarelhos e na Corriça. O começo da instalação de bocas de rega para os novos pomares já se avizinha.
Junto ao casarão o quintal estava a ser tratado pelo primo António, mais velho cinco anos, que ficara a viver na aldeia, enquanto Francisco decidira ingressar na vida militar, fazendo algumas comissões no Ultramar, com regresso definitivo à Metrópole nos anos sessenta.
Dirigimo-nos ao pátio secular, de uma beleza incomparável, onde os amores-perfeitos, a trepadeira de lilases e as rosas despontavam luzes, cores e odores celestes todas as madrugadas. As sombras, os canteiros e os bancos arrumados despertavam os convidados a sentirem a auréola, procurando num desabrochar duma planta a mais pura e incognoscível manifestação da natureza.
Os arbustos, verdadeiros arautos da essência do porvir, cresciam junto às largas escadas, por onde Francisco subira para entrar em casa.
Entre velhos manuscritos caligrafados em folhas de papel velino e uma vela de candeia, Francisco vai enxergando os vultos das letras e os desenhos assimétricos que sua mãe Amália lhe deixara. As folhas já soltas, envolvidas por um xaile, no interior da arca, vêm reconstituir um lugar no tempo da sua íntima emoção. A toalha branca do Domingo de Ramos, o âmbar e a cidreira repousavam junto das cartas de sua mãe.
Sozinho, no quarto de seus pais, vai examinando as estampas, as escassas fotografias e os catálogos amontoados nos móveis da casa de pedra.
A trovoada fulgurante prolongava-se pela madrugada e os clarões rasgavam silhuetas nos muros da sua memória.
Quando a saudade toldava o coração, no sentimento de Francisco penetravam as mais diversas palavras agridoces, paisagens e vozes vivificantes.
Recorda as imagens de seu pai, homem de cérebro arrojado que procurou no próprio conhecimento, o entendimento, a vida, o seu sentido e o seu valor, sentado na eira, nas noites de Verão, balbuciando episódios do quotidiano.
A recitação de poesia partilhada pelo encontro de gentes da terra, de outros lugares e sentimentos, envolvia-os em viagens nómadas, inéditas, singulares, de imagens telúricas e saborosas.
Ficamos dias, sem pressa.
Demoramo-nos nos diálogos férteis de inteireza humana.
Revisitamos os compartimentos, os olhares profundos e os rostos familiares. Ali, naquele lugar, as vozes vinham ao encontro de todos.
Entre dois nacos de boroa, um caldo feijão e um bolo de cenoura, acende-se o fogo quente no rés-do-chão, que depois há-de servir para aquecer as longas horas dos serões.
A grande mesa rectangular estendia-se pela sala rústica, onde todos se reuniam para dividir o conduto e o trabalho. Cenário de diversos instrumentos espirituais, religião, superstição, ciência e filosofia, nela cabiam todos. Irmãos, primos, tios, pais e avós de Francisco, ali, edificavam projectos, venciam rotinas do trabalho braçal, diziam histórias, falavam dos estudos e da escola na aldeia vizinha, tocavam músicas da Banda Filarmónica, contavam a jorna e rebuscavam sonhos longínquos de novos céus. Eram deleitosos os convívios, profícuos em trabalho e em humanidade.
Já o céu estava povoado de silêncios, quando nos recolhemos na oração, de joelhos junto ao oratório, num momento de resignação.
Por fim, reinventamos as palavras adormecidas e outras vozes. Vozes dos anjos, vozes de pedra, vozes de estrelas, guardiãs da nossa própria consciência.
Cristina Correia, in Percursos - 2006
quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Uma Palavra

Aurora Duarte Simões de Matos nasceu em Meã, concelho de Castro Daire, em 1942. Fez estudos secundários no Colégio de S. Tomás de Aquino em S. Pedro do Sul e no grande Colégio Português em Viseu. Em 1960, diplomada pela Escola do Magistério Primário, iniciou a sua carreira de docente que passaria pela Educação Especial. Colaboradora de vários órgãos da Imprensa Regional, publicou em 1997 o seu primeiro livro de poesia "Poentes de mar e serra", com o apoio da Câmara Municipal de Castro Daire. Foi distinguida em 1998 com o Galardão da Casa-Museu Maria da Fontinha, como "poeta, notável cantora das nossas serras e gentes, pelos relevantes serviços prestados à cultura".sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Histórico do Museu Maria da Fontinha

Museu Maria da Fontinha, em requalificação até Maio de 2009
Este Museu foi construído durante os anos de 1982 e 1984; situando-se num local de beleza deslumbrante. Do edifício vêem-se dezenas de aglomerados populacionais, predominando os verdes dos montes, os amarelos vivos dos tojos e giestas, os roxos e lilases das urzes e dos rosmaninhos e todo o Vale do Paiva. Aí, em casa centenária, viveu uma Mulher, exemplo de Mãe e Cidadã, cuja bondade ainda hoje é recordada pelos mais idosos, seus contemporâneos. Muito se tem escrito sobre Maria do Carmo do Rosário, de seu nome, do Museu da Fontinha, do lugar de Além do Rio. Viveu 73 anos, tendo falecido na Cidade do Rio de Janeiro, em 3 de Maio de 1970, aquando da sua primeira visita ao Brasil, a rever os dois filhos que aqui aí se encontravam desde a década de quarenta, desempenhando funções de Direcção na empresa “Mateis e Cª Têxteis”, na Rua dos Beneditinos, primeiro e na Rua Visconde de Inhaúma, depois. Descendentes, brasileiros, deixou e existem filho, nora, três netos e cinco bisnetos. Os seus restos mortais encontram-se hoje no Jazigo da Casa da Fontinha, cuja construção, de estilo “clássico”, totalmente de granito maciço, contém o seu sarcófago, específica e artisticamente concebido, de acordo com o seu merecimento.É desde sempre íntima a relação das suas gentes com o Brasil que todos admiram e amam; sendo certo que quatro irmãos na Maria da Fontinha aqui estão sepultados e cá vivem seus filhos, netos e bisnetos, todos brasileiros. Foi inaugurado o Museu, em 5 de Agosto de 1984, pelo Presidente da República Portuguesa, General António Ramalho Eanes e Exma. Esposa, com a presença do então Ministro da Cultura, Dr. Coimbra Martins; representante dos Embaixadores do Brasil, Espanha e Autoridades diversas.É, eventualmente, o Museu particular do País mais completo e com maior número de obras. Assim, do seu acervo, constam hoje cerca de 1400 quadros, 250 esculturas; centenas de peças e alfaias de etnografia; milhares de exemplares de mineralogia e geologia; idem, de moedas romanas; porcelanas “Companhia das Índias”; faianças e cerâmicas portuguesas; curiosidades diversas e, inequivocamente, o maior acervo de pinturas (cerca de 300), esculturas (cerca de 30) e peças, oriundas do Brasil e ou de Autores Brasileiros (neste momento, talvez o maior acervo no exterior ao Brasil).As entradas são gratuitas. O Museu é financiado inteiramente pelo seu Director e pelas empresas de que este é Administrador, v.g. São Macário Turismo, Mariparque, S.A., Pousos Alegre-Empreendimentos Turísticos de Leiria, S.A., Aldeamento Varandas do Lis e Reimobil-Imobiliária da Quinta do Rei, Lda. O seu Director, ou pontualmente outro “Amigo do Museu”, em representação desta, actuam, como jurados, sistematicamente, em Concursos de Pintura e Escultura. A Capela do Museu, está dotado de frescos, de rara beleza e sensibilidade que ali foram pintados, durante meses, pela Brasileira, Maria Alcina Castelo Branco. Nesta deparam-se-nos também 14 peças artísticas do grande escultor Francês, do séc. XIX, “DUTRUC”. Do seu acervo constam cerca de 700 Artistas, pelo que seria fastidioso nomeá-los. No entanto, dos já falecidos, sempre se referem originais de Soares dos Reis, Teixeira Lopes, Jorge Barradas, António Paiva, Delfim Maya, José Rodrigues, António Duarte, António Santos; e muitos outros, quanto a escultores Malhoa, Sousa Pinto, Smith, Cândido da Cunha, Carlos Reis, Silva Porto, Columbano, Alves Cardoso, Abel Salazar, Manuel Filipe, Rezende, Anunciação, Domingos Sequeira, Vieira da Silva, Arpad Szenes, João Vilaret, António Saúde, Eduardo Viana, Dali, Lozano, António Carneiro, e Di Cavalcanti, Glauco Chaves, Carlos Gomes, Cordélia Andrade, Sampaio Parreiras, José de Dome e Óscar Tecídio e muitos outros, pintores. Estão ali representados, hoje, mais de 170 Autores Brasileiros. Em 2000, levou a efeito dez grandiosas exposições, compostas de 500 peças (pintura, escultura, “vária”), do Brasil, em 10 cidades do País, com o tema “BRASIL 500 ANOS”, as quais foram em todos os locais muito apreciadas. Possui as medalhas dos Concelhos de Castro Daire, Batalha, Figueiró dos Vinhos e das Cidades de Pinhel, Leiria, do Embaixador Jean Dawalibi, da Ordem dos Advogados, da Casa-Museu Rosália de Castro; Galardão da Sociedade Artística e Musical de Pousos, do Rancho da Região de Leiria, da Casa do Minho do Rio de Janeiro, do Coral do BNU, da Tertúlia Vimaranense (Cidade de Guimarães). Tem sido muitas vezes ao longo da sua existência divulgada em revistas e jornais.Visitaram-na já Presidentes, Embaixadores, Ministros, Bispos e milhares de Artistas que deixam sempre as suas favoráveis e enaltecedoras opiniões (espanhóis, franceses, alemães, ingleses, brasileiros, argentinos, mexicanos, israelitas, moçambicanos, angolanos, irlandeses, russos, ucranianos e italianos, nomeadamente). Constitui-se, actualmente o “Grupo Museológico do Automóvel Antigo e Clássico”, compreendendo já 57 unidades, desde 1909 a 1980; com exemplares raríssimos a outros que são lenda e ou pertenceram a personalidades mundiais. É intenção firme autonomizar-se do existente, todo o património artístico de raízes brasileiras, constituindo-se o “Grupo Museológico de Artes Brasileiras”, cujas Salas, à semelhança do que se nos depara actualmente, terão, cada uma, o seu respectivo Patrono, dentre os Grandes reconhecidos; os quais são, felizmente, muitos. Estreitam-se cada vez mais as relações do Museu com os Artistas Plásticos do Brasil e com Instituições Culturais que os representam. Tal movimento vai, por todos os meios disponíveis, ser incrementado, para enriquecimento do Belo, da Arte, da Beleza, e das relações entre o Brasil e Portugal.
Publicada por Arménio Vasconcelos
quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Mulher Mãe
que das lembranças do meu ser, tua visita é presença.
E do meu olhar das parcelas dispersas, até à eternidade,
sinto teu olhar intranquilo, aveludado...
Até sorver o pensamento do universo
comungamos palavras adormecidas e outras vozes...
Ressuscito poemas e nas vozes dos anjos,
ventanias de aromas povoam as casas de pedra da aldeia do mundo,
o âmbar e a cidreira repousam junto das nossas memórias,
almas unidas até além da morte... Mulher,
somos verbo, pujança e trilho.
E quando o céu povoa silêncios, recolhemos
e reunidas reinventamos as palavras
adormecidas nas vozes de estrelas,
guardiãs da nossa consciência, eternamente. E lutamos.
Cristina Correia
sexta-feira, 12 de Junho de 2009
domingo, 7 de Junho de 2009
sábado, 6 de Junho de 2009
quarta-feira, 3 de Junho de 2009
sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Mário Brochado Coelho

Biografia de Mário Brochado Coelhoquinta-feira, 28 de Maio de 2009
ESPAÇO CIDADÃO
Para votar... Sabe onde está recenseado?
Para confirmar o seu recenseamento para as eleições basta que escreva o seu nome, n.º do Bilhete de Identidade e data de nascimento... e pode fazê-lo aqui.
quarta-feira, 13 de Maio de 2009
quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Tempo das águas... tempo das árvores
Ficarei para sempre no tempo incertoe, escrevo nas águas "memórias do sempre"
por fim,
reinvento as palavras adormecidas e outras vozes.
Foi para ti que criei as folhas de seda
que atapetam o ninho das águas
e irmanam com as árvores do mundo.
Ficarei para sempre no tempo incerto
A árvore dos valores
Esta é a nova "árvore dos valores", que foi pintada pelo Edu, um artista local, para alegrar os jardins da Casa Emanuel http://www.casaemanuel.org/Bem hajam!
http://sorrisosemcor.blogspot.com/
Mobiliza-te!

Mobiliza-te!800 milhões de pessoas não têm acesso a comida suficiente para se alimentarem?
1.100 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1 dólar por dia?
1.200 milhões de pessoas não tem acesso à água potável?
10 milhões de crianças não sobrevivem até aos 5 anos por causas que podem ser evitadas?
50 milhões de pessoas em todo o mundo são afectadas com o VIH-SIDA?
10% da população mundial desfruta de 70% das riquezas do planeta...
Não será motivo para parar e pensar como podemos agir?
Desconhecimento não é desculpa.
Não fiquem indiferentes.
Mobilizem-se!
www.pobrezazero.org
Junto às árvores
Sei que a voz do olhar tem silênciose o mutismo domina o tempo
nas teias dos espelhos minguados.
Se soubessem quanto espreitamos
a memória dos silêncios
entre o genuíno e a perplexidade da consciência
jamais exerceriam actos disformes.
Junto à memória o conhecimento
imbuído em palavras verdade,
como é frágil o Ser,
e tão lúcido o pensamento.
A generosidade das árvores
não tem fim,
sei que as agarro
durante as minhas horas de existência
porque, essas sim,
são verdade,
espaços contíguos
das minhas rugas, que me concedem
caminhos de firmeza
e, me enchem de claridade.
Restou tanto por dizer
um vestígio de um olhar,
um refúgio no tempo.
Entre as metamorfoses a liberdade é caminho
para ler a voz do olhar e dos silêncios.
Ficarei para sempre no tempo incerto
dos silêncios,
junto às árvores.
quarta-feira, 29 de Abril de 2009
onde a bondade ainda brilha

terça-feira, 28 de Abril de 2009
Camilo Castelo Branco " Os Amigos"
segunda-feira, 20 de Abril de 2009
terça-feira, 24 de Março de 2009
II Antologia de Poetas Lusófonos

Mais um elo para a Lusofonia
Escrever é algo mais do que espalhar letras, entornar palavras ou construir frases. Escrever é transmitir ideias, é concretizar desejos, é realizar sonhos, é prolongar a firme voz de comunicar. Escrever é cunhar identidade pela diversidade cultural que une países, regiões, cidades e aldeias.
A Lusofonia não é apenas um conjunto de países onde se fala a Língua Portuguesa. A Lusofonia está espalhada por todos os países do Mundo. Em todos eles existe alguém que fala ou escreve esta tão amada Língua.
Neste Planeta, em que parte da sociedade o considera global, não existem fronteiras para a Lusofonia nem para a Poesia, como defendia António Gedeão: “Minha aldeia é todo o mundo”.
A II Antologia de Poetas Lusófonos surge com os objectivos nobres de promover a Língua Portuguesa, de promover a Lusofonia e de promover os Poetas que espalham as suas veias inspiradoras por todo o Mundo, tal como o fizeram os grandes vultos da Lusofonia, com especial destaque para o Padre António Vieira, que além da Língua conseguiu unir Continentes.
Este é um livro que tenta unir regiões de vários Continentes. Unir poetas que nesta aldeia global, conseguem unir esforços e vontades para levar a efeito este livro.
O Padre António Vieira deixou escrito que um “Livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive”. Este livro é apenas mais uma semente lançada ao vento e que, de certo, irá ajudar a promover a Lusofonia no meio de um acordo que já se discute desde o século XIX.
A II Antologia de Poetas Lusófonos apresenta, nestas quase 500 páginas, 134 poetas de 11 países: Angola, Brasil, Canadá, Estados Unidos da América, França, Índia, Inglaterra, Moçambique, Portugal, Suíça e Timor.
As poesias que tatuam as páginas deste livro não são todas de índole académica. Queremos, também, dar voz à poesia mais popular. Mas, uma coisa é certa: neste livro todas as poesias têm mensagem. Todas elas transmitem sentimentos. Todas elas cantam a mesma Língua. E mais, todas elas nasceram tão distantes umas das outras e conseguiram um elo de verdadeira união através da II Antologia de Poetas Lusófonos.
Este livro nasce de uma grande força de vontade, bem espelhada por todos aqueles que nela participam. E, essa força, nasce em cada um dos 134 poetas destes 11 países, que desejaram e conseguiram saltar este obstáculo, que é a fronteira invisível das nações. Alexandre Herculano defendia que “o erro vulgar consiste em confundir o desejar com o querer. O desejo mede obstáculos; a vontade vence-os”.
Esta é uma Antologia que atravessa Oceanos, une Continentes e espalha Mensagens pelo punho de cada um dos 134 Poetas.
A todos eles e a todos aqueles que permitem que a II Antologia de Poetas Lusófonos seja uma realidade, tenho que deixar em nome das equipas editorial e técnica, os mais cordiais e sinceros agradecimentos.
Um especial agradecimento para as Associações, Academias e Instituições que ajudaram a divulgar o regulamento da II Antologia e, um grande abraço a todos os Poetas.
Como escreveu o poeta açoriano, Armando Côrtes-Rodrigues, “O mar da minha vida não tem longes”.
Até à III Antologia de Poetas Lusófonos.
Adélio Amaro
Coordenador Editorial
sexta-feira, 20 de Março de 2009
No corpo já almeja outro mar... minha África


cruzámos nossos olhos
dispersos em fragmentos
no rumor do porto rio...
enterraram-se no tempo como farpas.
que eu já não sei
senão eu,
só levo uma mágoa,
um lamento, neste berço de anciania.
A memória devolve
minha ânsia de serenar
esses rostos... indiferentes
descem do crepúsculo em brumas brandas.
Quando o derradeiro pássaro perecer,
não pertenço mais à vida.
Oh! tempo da minha infância!
Manto bordado de Deus!
Deixa-me fitar-te,
somente sou, quando em verso...
E no regresso
tudo coube no olhar com que não vi...
A bonina da fé
portadora dos poetas, dos afagos.
Minha face em luto,
labirinto envelhecido
e, sem saber de mim
brota no intervalo do tempo
a lembrança de uma ruga.
Minha face em cinza,
morre sem renunciar um corte, um risco, uma névoa
e, por vezes, num segundo se aprisiona
o momento.
Quando o derradeiro sopro findar,
não pertenço mais à vida.
E tocará esse piano
neste descaminho benigno,
não conhecendo quem o escute.
Só de longe e recôndito,
o espírito em que habita
tacteará meu rosto
sobre o regaço morno
dum livro cálido
tocado pela emoção.
Sei que já nada é querido.
Venha a viagem quando Deus quiser.
Enquanto houver uns olhos que brilham,
outros olhos que os fitam,
pende meu seio outro céu.
No corpo já almeja outro mar,
minha memória, minha África,
Oh! tempo da minha infância!
Na terra das palavras

AbraçoNa terra das palavras
havia poemas e sonhos,
na tua mão eu os colhi.
E na seiva do teu olhar
fui plantar folhas de seda
que colhi no alto mar
preciosas, só para ti…
Sete abraços enfeitaram
pedaços da terra do céu,
sete silêncios cantaram
os Anjos,
melodias, junto de mim
perto de ti…
...____________________
o túmulo do âmago
e o silêncio dos guiados.
Viesse um vento...
eu poderia elevar a vela
num cântico além-mundo.
As mãos cansadas
cantam um poema livre,
a qualquer hora de solidão,
palavra fértil
num vazio derrotado...
Onde cabe o nada
abundam sementes
a anuir
sempre com alma
a embrulhar silêncios...
O cordão umbilical,
o cheiro a rosas,
sabor a lágrimas...
nostalgia.
e a saudade perpétua do nascer.
...__________________________________
com brandura
o momento.
CCorreia
quinta-feira, 12 de Março de 2009
um fio de memória

PoetaTu sabes, não sabes!
Como, por vezes,
é difícil fazer o sol brilhar.
No palmilhar do sonho
a vontade em alcançar
um sorriso na primavera
uma rosa, uma quimera
é, por vezes, um murmurar
de silêncios…
que só ao poeta lhe é dado
o condão de decifrar.
...
Chama-se destino à senda da vida!
Desassossego, incerteza, receio,
sonhos adiados, escondidos
risos e lágrimas que desaguam
junto do rio,
um fio de memória.
Longe, está plantado o meu canteiro
feito de dor, trabalho e histórias
...
Ah! poeta
Tu sabes, não sabes!
Como, por vezes,
é difícil fazer o sol brilhar.
CCcerne e o verso
O enlace entre a alma e o humanismo
A palavra reveste uma indiscutível força poética, uma narração em torno de uma emotividade essencial ao Humanismo. E é justamente através da emotividade - na força poética da palavra - que o poeta desencadeia o dispositivo da criatividade no leitor e que floresce a partir do diálogo. Dá-se, assim, o enlace entre a alma e o humanismo, a única e singular assinatura do mundo - o respeito, o afecto e amizade que damos uns aos outros. CCcerne e versoMulher de eleição "Maria José Quintela"

O prazer de ler os livros de Maria José Quintela, Um olhar não basta, Julho de 2006, publ. Pena Perfeita, e O mundo fica irreal, mas não me importo, Garça Editores, 2007.em pleno voo os pássaros abandonam a sua sombra
http://dolugardemim.blogspot.com/
domingo, 8 de Março de 2009
Dia Internacional da Mulher
Fernando Amaral
http://www.parlamento.pt/VisitaVirtual/Paginas/BiogFernandoAmaral.aspx
terça-feira, 3 de Março de 2009
Movimento Elista
. O Movimento Elista foi fundado em 8 de Agosto de 1959 pelo Dr. Eduardo Dias Coelho, médico da Sociedade Portuguesa de Beneficiência e membro do conselho deliberativo da Associação Atlética Portuguesa, em São Vicente, no local denominado Prainha, localizado defronte da enseada onde ancoraram as caravelas de Martin Afonso de Souza.. As atividades das unidades elistas na Comunidade Lusíada são norteadas pelos elevados ideais comunitários consubstanciados nos seguintes princípios gerais:
. O Elismo é um movimento de congregação de valores humanos dispostos ou, pelos menos, predispostos a defenderem a aliança e a promoverem a boa compreensão dos povos de língua portuguesa. Veículo de propagação e de defesa dos ideais que formam a comunidade lusíada é também o Elismo, por decorrência e paralelamente, fonte de alta confraternização de quantos nele se integram. Tendo por trilha o idioma português, pois, fadado a se expandir por lugares os mais diversos e distantes, sejam quais forem as suas peculiaridades locais próprias e típicas, o Elismo é um símbolo de manutenção e de garantia da sobrevivência, em qualquer lugar do mundo, de princípios e ideais que a língua mater conferiu e consolidou nos homens de todos os tempos.
. Um Elos Clube jamais poderá ser entendido como unidade isolada. Cada ELOS é simples fração de um todo; é mera parte de um conjunto; é uma peça de engrenagem; é um elemento que se prende a outros tantos que hão de formar poderosa corrente de pensamento e de ação, em função de idéias e fins comuns. Situado acima das contingências de formulações políticas internas de cada país, o ELOS respeita o sentir e as convicções de cada elista como cidadão, alheio a sistemas de governos e a doutrina de governantes, desde que não subversivos. Também os não distingue por sua condição social, econômica ou religiosa, já que os equaciona na linha de rígida conduta moral e de adesão aos fins da entidade. Reclama o ELOS, a par da união das pessoas que falam e dignificam a nossa língua, a sua identificação na soma de suas forças e esforços para, no campo espiritual, darem vivência e relevância a valores éticos e históricos e, no terreno material, postularem para que tornem práticas e objetivas as recomendações que, no interesse da família lusíada, venham a ser ditados por tratados, convenções e protocolos oficiais.
. Todo elista nivela-se por um mesmo conteúdo moral e por uma mesma dose de idealismo na luta pela congregação das pessoas que, onde estiverem, falem adaptem ou cultivem a língua portuguesa. Este, seu denominador comum. Pouco importam as suas desigualdades econômico-financeiras ou a diversidade sua cultura, cor, religião ou convicções políticas. O culto ao lar, o respeito à família, a veneração à pátria, o amor ao próximo; a honradez no trabalho, irrevogável idoneidade moral e inconsútil determinação de fazer vingar os objetivos sociais, tais os pressupostos de sua vocação elista que lhes cumpre procurar transferir às gerações mais moças, como reservas indispensável ao futuro do elismo e à sustentação da comunidade que o Elos simboliza.
. O Elista é, precisa e deve ser a expressão dinâmica de uma comunidade, a lusíada. Eduardo Dias Coelho
segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
Encontro de Poetas
concedam-lhe que seja
Allegro moderato,
Adagio Melancolico,
um soprano, um solfejo,
uma clave de Sol,
uma visita
a verter um olhar e, com afeição,
receber em mão o perfume de uma rosa.
Será a hora então de escutar a esperança,
dádiva de Deus, repouso dos Anjos
num itinerário junto ao Douro.
CCorreia
diz-me, poeta amigo

sábado, 21 de Fevereiro de 2009
ENCONTRO DE POEMAS

um substantivo breve.
Na minha árvore ateias perfume
e no adjectivo agigantado
coroas todos os meus versos______
Muitas vezes sinto o silêncio dos montes___
em voz alta, rezo de mãos postas,
a Deus
que me não falte.
Nunca pensei,
nesta comunhão de poemas
como se fossem troncos de árvores
a dizer oração
São gotas luminosas, cruzando-se_________
__ de mãos dadas, singulares
Talvez comparáveis________
a pegadas de Deus.
Recantos
lírios.
Sonhar um verso puro________a reconciliar o tempo,
o branco entre as palavras,
o ar que envolve as horas,
para Te ler.
A incerteza de todos, os poetas,
mora nos hiatos,
na curva infinita,
sempre,
a reinventar forças_____sem colher um abrigo.
Juntos continuamos o caminho_______no qual,
as sílabas companheiras_______se entregam a completar silêncios_______
E, os rios acontecem.
CCorreia
ao monólogo de uma Ave Maria
vou ao encontro das palavras adormecidas,
da solidão
faço amor com os poemas,
cicio sílabas espalhadas no meu leito
onde se oculta o verso silencioso,
cristal devoção,
porque a alma, essa, remida,
só os deuses a tocam
num pulsar indomável de fantasia,
concilio-me com a natureza
ao monólogo de uma Ave Maria...
CCorreia
"Que fique só um monumento de palavras"
.porque o meu ser____ sustido pela vida e pela morte_________arquiva as palavras_ não somente dos poetas____mas dos seres___terrestres____dos pássaros____dos gatos_____do mar________dos rostos________dos sofrimentos____da guerra________da esperança_______do espelho do olhar_______das almas. .porque o tempo em que vivo___morre_____num porto de África____junto ao Geba_____onde nasceu. .porque se o tempo albergar______________como um rio___onde tudo flui_____ as quimeras_______dos humanos____Ah_então___________não haveria tempo ___para tantos séculos de história__________nem espaço para os tomos de ciências ancestrais. os rios também secam________e nem a cinza___nem o fumo___tinham os contos de Torga para narrar____..que do nada ao menos fique________ minha razão de viver________meu filho____ventre rasgado______para teu viver______meu monumento de palavras.
.porque do trabalho acordo-me_________ser aprisionado___________abre-se um lugar________no silêncio do poente dos dias_________e aos poetas só se pedem palavras____e_____silêncios__________________________________.
.porque somos assim________ numa guerra assimétrica___a doer_______a erradicar famílias_________somos assim humanos______de Deus. que fique só_____ um monumento de palavras____sem dor__sem mágoas. .porque o meu ser____ sustido pela vida e pela morte____arquiva sofrimentos____da guerra________da esperança_______do espelho do olhar_______das almas. CCorreia
"Basta que a alma demos"
Pelo sonho é que vamos, comovidos e mudos. (…) Basta a fé no que temos. Basta a esperança naquilo que talvez não teremos. Basta que a alma demos, com a mesma alegria, ao que desconhecemos e ao que é do dia a dia. Sebastião da Gama sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
todos os sonhos do mundo
as outras horas de tempo
quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
sábado, 3 de Janeiro de 2009
Descubra o seu Universo em 2009...
2009 é o ano do calendário gregoriano. Começa e acaba numa quinta-feira. Uma vez que não se trata de um ano bissexto, terá 365 dias. Ano Internacional da Astronomia, pela ONU
Ano Internacional das Fibras Naturais, pela ONU
Ano Internacional da Reconciliação, segundo a ONU
Ano Internacional da Aprendizagem sobre Direitos Humanos, segundo a ONU
Ano Internacional do Gorila, segundo a ONU
Ano Europeu para a Criatividade e a Inovação, segundo a Comissão Europeia
O Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009) será uma celebração global da astronomia e da sua contribuição para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse a nível mundial não só na astronomia, mas na ciência em geral.
O AIA2009 assinala o passo de gigante que constituiu a primeira utilização do telescópio para observações astronómicas por Galileu, e retrata a astronomia como uma iniciativa cientifica pacifica que une os astrónomos numa família internacional e multicultural, trabalhando em conjunto para descobrir as respostas para algumas das questões mais fundamentais para a Humanidade.
Para encontrar todas as informações sobre as diferentes actividades já a decorrer e em preparação no nosso país para celebrar este evento consulte a página oficial aqui
Descubra o seu Universo em 2009!
segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008
Pelo sonho é que vamos (Sebastião da Gama)
Pelo sonho é que vamos,Sebastião da Gama
Natal dos simples (Zeca Afonso)
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura
Zeca Afonso
in http://joaopaulopedrosa.blogspot.com/
Novo dicionário do Pai Natal
dicionário. 1. Compilação, feita por ordem alfabética, de todas as palavras de uma língua, com a respectiva definição ou a sua equivalência noutra ou noutras línguas. ...Sobretudo as aves são a paisagem de um texto calado.
horas que tardam na sangria do tempo que mordo em SILÊNCIO
in http://horatardia.blogspot.com/
É tempo de Natal...
Que o Natal não é só em Dezembro
Que o Natal é em qualquer tempo
Sempre que o homem quiser
Então eu quero
Que o Natal seja hoje já
Sem perda de um momento
Que o Natal seja todos os dias
Que não haja mãos vazias
Nem coração em tormento
Que o amor, a paz e a harmonia
Imperem no nosso tempo
Feliz Natal
Madrugália
in http://madrugalia.blogspot.com/
Fim de Ano
noite quente
ANO NOVO ?
Carregado de problemas velhos.
Vermelhos, alguns. Da cor do sangue.
in http://aluaflutua.blogspot.com/
(o céu é um palácio que olha para baixo)_______Herberto Helder
pelo medo ou pelo vício a selva e a morte que revela toda a des.razão.
pelo vocabulário gasto do fogo e das vontades que não são.
pela massa errática de um silvo malévolo que nos designa indiferentes.
como silêncio suicidário nos deixamos à beira da indiferença.
pelas faixas de gaza do nosso esquecimento.
. e com as mãos. ferventes. com os dedos. balas de baba sangrenta. com as ervas ásperas e
secas.
escreve-se os dias na desordem espectral do discurso político que perde voz e espaço
aberto. praça de corações em saldo. altar de poderes banais. escreve-se a sangue a rima
cava do personagem atípico.
_____________________e lá vamos des.cantando e des.rindo sobre um chão de falsas aparições.
escrever a mão bastarda que nos afaga de promessas baldias.
ser um dia a glória.
ser outro dia o interior esmagado.
como se tudo fosse margem ou triunfo dos símbolos. apenas.
.
astutos os palpitantes gestos. os factos. a expansiva traição.
escrever a ameaça. de um voo fulgurante. levantados os lençois da morte branda celebra-se
a ironia da inépcia.
. e pouco nos salva. nem a escrita.
________________________
E JÁ NÃO TENHO PACIÊNCIA PARA TANTO CINISMO! PERDI A PÉROLA QUE ME ERA A ESSÊNCIA
DAS PRECES!
solto-me por um pedaço de fulgor que seja.
in http://mendesferreira.blogspot.com/
... como se a vida não fosse uma plataforma de pessoas felizes com lágrimas dentro.
sábado, 27 de Dezembro de 2008
Dia... de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros. coitadinhos. nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
[...]
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
[...]
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra. louvado seja o Senhor!. o que nunca tinha pensado comprado. [...]
segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
domingo, 14 de Dezembro de 2008
sábado, 13 de Dezembro de 2008
Durmo ou não? ...
Durmo ou não? Passam juntas em minha almaCoisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.
Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado.
Mas, lento, vago, emerjo de meu dois.
Disperto. Enfim: sou um, na realidade.
Espreguiço-me. Estou bem... Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?
Fernando Pessoa
terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Livros em viagem...

Com o passar do tempo, e com as opiniões de alguns amigos a quem mostrava excertos do que ia escrevendo, o autarca foi apurando o estilo, "sempre com a preocupação de que o que ia escrevendo estivesse validado historicamente". "A Escrava de Córdoba" é o primeiro livro de Alberto Santos mas certamente não será o último do autarca de Penafiel, que prepara já os primeiros trabalhos de investigação para um segundo romance que terá como cenário de fundo a presença portuguesa no Norte de África no século XVI. A obra foi apresentada pelo autor do prefácio, o jornalista José Rodrigues dos Santos, e por António Lobo Xavier.
sábado, 6 de Dezembro de 2008
Silencioso diálogo...
quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008
"A minha visão daquele Natal" de Arménio Vasconcelos
Fundador e Director da Casa-Museu Maria da Fontinha – Castro Daire - Viseu
A chuva caía incessante.
Na quietude da casa casada com a Natureza, olhava pela vidraça a paisagem verde baça do arvoredo e o plúmbeo ar que escondia os céus, ouvindo os balanços sem retorno das águas que vinham dos montes e se agigantavam com as que caíam em bátegas estrondosas e traziam consigo os enormes grãos de saraiva.
Era Inverno em Portugal, nas margens do Lis que deixara de sorrir e, submisso, se deixara vencer pelas forças dos elementos.
Não se vislumbrava qualquer flor em toda a tela que só findava no horizonte e as montanhas encontravam-se cinzentas e encobertas pelas névoas que Éolo impelia na direcção do Oriente.
Dia triste, mas com vida, aquele dia…
Os meus olhos enfrentavam sobre a lareira onde as achas ardiam e no seu crepitar soltavam reluzentes chispas, mostrando-me as cores da alma e do Hades, um presépio: simples, calmo, luminoso, da cor da palha seca que amparava aquela Luz que se reflectia no alto sob a forma de estrela.
Tudo se conjugava, neste cenário, como um só elemento, um só corpo, sereno e perfeito, na paz e no calor soprado pelos animais que junto d’Ele ruminavam, dispensando agasalho a cobrir aquele corpo que sorria: o do Menino-Deus que tanto iria padecer.
E em ambas as direcções, antagónicas, de diferentes luz e paz, continuava eu, absorto, a dirigir o olhar para tudo compreender.
Então, conversei com Ele e roguei-Lhe que mantendo-se a unidade e a sublimidade do presépio, a Natureza se acalmasse, o regato voltasse a ser cristalino e os montes mostrassem de novo a sua identidade.
Sorrindo-me sempre, o Menino levantou ligeiramente a palma da sua mão que reflectia a luz da estrela situada no cimo do Seu presépio.
Nada senti por momentos, nem onde estava nem o que via, até que debaixo das pétalas que voavam sobre todo aquele cenário, os meus olhos passaram a ver e a sentir a Natureza acalmada, a luz do Sol a cobrir os vales e as serras e, junto ao regato agora prateado e vestido de águas límpidas e de pedras lavadas, uma singela flor branca de corola ridente apontando na direcção da Luz e lançando-Lhe a sua fragrância inebriante e doce, mágica e sublime.
É preciso conversarmos com o Menino-Deus. Crermos. Deixarmo-nos entrar no mundo encantado do irreal e na Sua companhia nos encontrarmos com a realidade que afinal é sempre calma, luminosa e musical.
Tudo isto me aconteceu naquele Natal.
É este o meu presépio
Natureza inclemente
Cinzenta e estrondosa
Naquele momento
A Poente do lugar
Donde emanava a Luz formosa
Diferentes cenários e sentidos
Nas linhas do meu olhar
São vales, montes, prados, rios e mar
E aqui os animais, deitados, reunidos.
Aquecendo as palhas e o corpo débil
Daquele Menino-Deus que sorria feliz
Nos braços amorosos de Sua Mãe
Num amor Divino, rico e fértil
No instante em que raiava a luz
D’Aquele que tanto padeceria na Cruz.
É esta a minha mensagem, simples mas sentida, para todos aqueles de quem gosto.
NATAL de 2008
O Arménio Vasconcelos
sábado, 29 de Novembro de 2008
quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
natureza
quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
Dalì Lettres à Picasso
Port Lligat e a casa de Dalì sobre a esquerda, não como se encontra hoje mas já com algumas barracas de pescadores recuperadas.
Tres cher Picasso, Ge travaille chaque matin depuis la leve du soleill et je la satisfaction de pouvoir vous assure que je suis entrain de peindre des veritables chefd'euvre dans le genre de ceux que l'on faisait aux epoques de Rafael Merci, merci avec votre geni iberique integral et categorique vous havais tue Buguereau et aussi et surtout l'art moderne tout entier! maintenant on peut de nouveau peindre originallement.Prémio Nobel da Literatura 2008

Gallimard Folio
amazon.fr
Em entrevista a uma rádio sueca, Le Clézio disse estar «muito emocionado e muito sensibilizado».
O júri do Nobel justificou a atribuição do prémio ao autor francês nascido em 1940, caracterizando-o como um «escritor da ruptura, aventura poética e êxtase sensual, explorador de uma humanidade mais além e na base da civilização reinante».
A Academia Sueca nota que, partindo dos últimos escritores do existencialismo e do ‘novo romance’, Le Clézio conseguiu «salvar as palavras do estado degenerado da linguagem quotidiana e devolver a força para invocar uma realidade existencial». sol.sapo.pt
Doutor em letras pela Universidade de Nice, começou a escrever aos sete anos. Antes do Nobel, o seu galardão mais importante foi o Prix Renaudot, o mais importante das letras francesas. Esse prémio foi ganho quando tinha apenas 23 anos com o seu primeiro livro: Le Procès-Verbal.
A sua obra, que compreende contos, romances, ensaios, novelas, traduções de mitologia ameríndia, numerosos prefácios e artigos, é considerada como crítica do Ocidente materialista e uma atenção constante aos mais fracos e aos excluídos.
Le Clézio afirma dever muito ao México e ao Panamá, «Essa experiência mudou toda minha vida, minhas idéias sobre o mundo da arte, minha maneira de ser com os outros, de andar, de comer, de dormir, de amar e até de sonhar», comentou certa vez, ao evocar essa época de sua vida.
A obra Le Clézio ultrapassa os 50 títulos e traduzidos para português estão os «O Processo de Adão Pollo», «O caçador de tesouros», «Deserto» (considerado a sua obra-prima), «Estrela errante», «Diego e Frida» e «Índio branco». jornaldigital.com
[...] Mondo aimait bien faire ceci: il s'asseyait sur la plage, les bras autour de ses genoux, et il regardait le soleil se lever. À quatre heures, cinquante, le ciel était pur et gris, avec seulement quelques nuages de vapeur au-dessus de la mer. Le soleil n'apparaissait pas tout de suite, mais Mondo sentait son arrivée, de l'autre côté de l'horizon, quand il montait lentement comme une flamme qui s'allume. Il y avait d'abord une auréole pâle qui élargissait sa tache dans l'air, et on sentait au fond de soi cette vibration bizarre qui faisait trembler l'horizon, comme s'il y avait un effort. Alors le disque apparaissait au-dessus de l'eau, jetait un faisceau de lumière droit dans les yeux, et la mer et la terre semblaient de la même couleur. Un instant après venaient les premières couleurs, les premières ombres.[...]
Quand le soleil était un peu plus haut, Mondo se mettait debout parce qu'il avait froid. Il ôtait ses habits. L'eau de la mer était plus douce et plus tiède que l'air, et Mondo se plongeait jusqu'au cou. Il penchait son visage, il ouvrait ses yeux dans l'eau pour voir le fond. Il entendait le crissement fragile des vagues qui déferlaient, et cela faisait une musique qu'on ne connait pas sur la terre.[...]
Le Clézio, Mondo, Mondo et autres histoires, Gallimard folio, 1978
G.S.
Fragmentos culturais, 11.10.2008
quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
sábado, 30 de Agosto de 2008
ESPAÇOS DE LUZ - Arménio Vasconcelos - Uma Vida, uma Obra.











José de Abreu Vasconcelos
A. Vasconcelos
Se a Hélade é a minha Pátria do passado, Portugal é a de hoje e o Brasil será a minha Pátria do futuro.
A todas estas Pátrias amo. E todas cabem inteiras na Sala de visitas da minha alma.» A.Vasconcelos
quinta-feira, 24 de Julho de 2008
Lema
terça-feira, 15 de Julho de 2008
“Miguel Torga em Leiria” de Lucília Vasconcelos
Lucília Vasconcelos
“Miguel Torga em Leiria” é o nome do Roteiro Cultural editado pela Região de Turismo Leiria/Fátima - Dezembro 2007, em colaboração com o Elos Clube de Leiria. Lucília Vasconcelos, autora do roteiro, frisou que o objectivo deste roteiro é “revisitar o exímio pintor da alma humana e notável pensador Miguel Torga.” Com este Roteiro pretende-se “dar a conhecer Miguel Torga”, que em Leiria escreveu “Os Bichos”, que começou a escrever o seu “Diário” e que em “Leiria amou, exerceu medicina, sofreu e foi preso”. A autora classifica o poeta como “um andarilho nato por este país”, que considerava a “Estremadura a alma e corpo de Portugal”. Das oito estações que compõem o roteiro cultural, a escritora Lucília Vasconcelos destaca a estação 4, dedicada aos amigos, e a estação 8, relativa à homenagem no Orfeão Velho. Relativamente à estação 4, a autora referiu as “quatro paredes humanas que o ampararam nos momentos de sofrimento: Tomé (José Maria dos Santos), D. Gena e o marido (casal Morais) e Dr. Olívio (Dr. Alfredo Baptista). No que se refere à estação 8, a autora destacou a homenagem, de que o escritor foi alvo, no dia em que proferiu o discurso no velho Orfeão de Leiria, a 20 de Novembro de 1980, a convite do Rotary Clube, pelos seus 50 anos de labor literário, apontando no seu diário: “Aqui [Leiria] identifiquei e escolhi os caminhos da poesia, da liberdade, do amor...”. Melhor herança não poderíamos ter recebido. Saibamos geri-la. A frase de Miguel Torga “o meu partido é o mapa de Portugal” revela um escritor devoto ao seu torrão natal e ao seu país, tendo-se tornado numa das vozes mais relevantes da literatura portuguesa do Século XX.domingo, 13 de Julho de 2008
domingo, 6 de Julho de 2008
sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Cerne e o Verso
MarSó a maresia dissolve o ar.
Aquela pintura ardente
que se debruça na água
como um sopro morno
de ar cansado, de tanto olhar.































