Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
4 Poemas, 4 Mulheres…
Mulher Mãe
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| "Mãos de Vida" Noémia Travassos |
Mulher Mãe
Do meu mar imenso extravasa, fronteiras
que das lembranças do meu ser, tua visita é presença.
E do meu olhar das parcelas dispersas, até à eternidade,
sinto teu olhar intranquilo, aveludado...
Até sorver o pensamento do universo
comungamos palavras adormecidas e outras vozes...
Ressuscito poemas e nas vozes dos anjos,
ventanias de aromas povoam as casas de pedra da aldeia do mundo,
o âmbar e a cidreira repousam junto das nossas memórias,
almas unidas até além da morte... Mulher,
somos verbo, pujança e trilho.
E quando o céu povoa silêncios, recolhemos
e reunidas reinventamos as palavras
adormecidas nas vozes de estrelas,
guardiãs da nossa consciência, eternamente.
E lutamos.
Mulher Solidão
No burilar da minha solidão
viajo pelo mundo, sem tempo
minha asa pousa "no parapeito da janela do silêncio"
e cai
uma lágrima quente a doer, sem voz
ave ferida...
No burilar da minha solidão
arranco da terra sofrida
a solidão presente
e convivo
nos momentos-horizontes
odor de gaivota-mar.
No burilar da minha solidão
escrevo na água "memória do sempre"
sílabas de paz, fugindo de feridas,
pedindo a Deus
retalhos rendilhados de júbilo
repletos de luz.
No burilar da minha solidão
guardo um musgo,
anos que me restam de vida...
diluída em oração,
sou raiz a "visitar os meus sonhos"
somos nós, a viagem e o tempo.
Mulheres, Comovidas e Mudas
Ainda sinto o rosto molhado,
por entre as rugas, a água teima em não secar,
e no meu peito rasgado de dor
a angústia de não ter "pátria",
fere-me a alma.
...E num canto de mim,
guardo um musgo,
não de trevas
mas de luz...
Sou benigna,
não sou ninguém!
Sou apenas, sonho, fé,
passos d'alma,
calcorreando
o desconhecido.
No meu incauto,
tenho a minha humanidade!
Levanto-a, como um círio,
a flamejar na noite escura,
e sinto pregos, e seiva,
e hinos em meu peito...
Ah!
Eu amo o Genuíno e o Labor,
Amo as gentes, as palavras, os sonhos...
O sentido das palavras, e das emoções,
Sou apenas, Mulher.
Mulher Coragem
Escuta.
Quero dizer-te
um pequeno segredo.
És a força da Natureza,
De todas as raças, em todos os cantos.
De onde tu vens, tão corajosa!
Meus olhos pousam em ti,
Na tua cândida ternura,
Na tua alma em luto.
Deixa que a vida me diga de ti,
O trabalho, a labuta, a faina…
as mãos gretadas, o perfume das rosas
no teu corpo abençoado.
Deixa que a vida me diga de ti,
o rosto da humanidade sofrida,
o fruto do amanhã, a esperança no infinito,
o presente, Sempre.
Cristina Correia, in III e IV Antologia Poetas Lusófonos.
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
Domingo, 18 de Dezembro de 2011
onde a bondade ainda brilha
Terra de ninguém
Imagino que à passagem do tempo
somos uma estância em metamorfose,
percorremos o limite da utopia
a cada batimento da terra
e, só o silêncio nos é revelado.
Basta ler os lugares dos sonhos
e, de quem os habita.
Mas, na orla infinita do tempo incerto
da passagem da nossa existência humana
há ainda versos por ler
no enleio do fio dos dias.
Nada que agrida me é semelhante.
Nada que floresça me é indiferente.
Atravesso desertos
e, nos desencontros
descubro sinais visíveis, mil reflexos
de sustos e refúgios.
Inocularia na humanidade
alimento indispensável
para as almas da terra de ninguém,
onde a bondade ainda brilha.
Oiço, apenas, a memória que madruga
no envelhecimento da paz.
Cristina Correia
ao monólogo de uma Ave Maria
Suspendo-me
vou ao encontro das palavras adormecidas,
da solidão
faço amor com os poemas,
cicio sílabas espalhadas no meu leito
onde se oculta o verso silencioso,
cristal devoção,
porque a alma, essa, remida,
só os deuses a tocam
num pulsar indomável de fantasia,
concilio-me com a natureza
ao monólogo de uma Ave Maria...
CCorreia
Silencioso diálogo...
É tempo de espera
ou
apenas
estranho tempo em mim se esgota,
o linho, os frutos, a memória.
Encontro pinturas animistas
a povoar o cântico das palavras.
Os meus passos peregrinos caminham
com amor
até à eternidade.
in Cerne e o Verso, Cristina Correia.
Encontro de poemas
Encontro de poemas
O poema é a minha árvore_____
cuja flor é a sílaba na raiz
__ unge uma gota de chuva____
um substantivo breve.
Na minha árvore ateias perfume
e no adjectivo agigantado
coroas todos os meus versos______
Muitas vezes sinto o silêncio dos montes___
em voz alta, rezo de mãos postas,
a Deus
que me não falte.
Nunca pensei,
nesta comunhão de poemas
como se fossem troncos de árvores
a dizer oração
São gotas luminosas, cruzando-se_________
__ de mãos dadas, singulares
Talvez comparáveis________
a pegadas de Deus.
Recantos
Enquanto o poema não se cumprir
permanecemos
lírios.
Sonhar um verso puro________a reconciliar o tempo,
o branco entre as palavras,
o ar que envolve as horas,
para Te ler.
A incerteza de todos, os poetas,
mora nos hiatos,
na curva infinita,
sempre,
a reinventar forças_____sem colher um abrigo.
Juntos continuamos o caminho_______no qual,
as sílabas companheiras_______se entregam a completar silêncios_______
E, os rios acontecem.
CCorreia
Domingo, 11 de Dezembro de 2011
Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011
Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
Casa do Professor comemora o Fado como Património Imaterial da Humanidade | Casa do Professor | 3 dez.
Casa do Professor comemora o Fado como Património Imaterial da Humanidade
- JANELA DE FADOS com Isilda Miranda, Manuel Lima, Henrique Lima e Luís Capela |
Casa do Professor | 3 dez.
Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
Estranho tempo o tempo de espera
É no despontar da noite ao alvorecer dos rios que adormecem as aves
sonham os olhos serenos por entre os flancos pálidos dos vales...
as árvores permanecem eternas
e a povoar o cântico das palavras encontro o texto branco dos pássaros
estranho tempo o tempo de espera
as pedras os passos os livros o olhar ínvio dos gatos
Escrevem-se os dias sem espaço de cor pardacenta
e dizem os poetas o texto calado mudo surdo
vindimado
nas ruas que ninguém vê, as lágrimas rolam nos passeios
nas caixas...
há côdeas, há pobres,
muitos pobres... e fome que se esquece
e dizem os poetas o texto calado mudo surdo
vindimado
solstício de mel, de aromas de vinho,
de canela, de lembranças e de bolinho,
sobre a toalha de renda um farnel recheado
na terra húmida
sente-se vibrar o trepidar forte da natureza mãe
Eis aqui os teus Filhos!
Ainda há abraços fraternos esquecidos.
No recinto sagrado das almas fizeram-se silêncios
e as chuvas caíram
durante três dias e três noites
na terra das palavras plantaram-se folhas de seda
sete abraços enfeitaram pedaços da terra do céu
sete liras cantaram melodias junto dos esquecidos
renasce o odor da terra
estranho tempo o tempo de espera.
Cristina Correia
Domingo, 27 de Novembro de 2011
Sábado, 19 de Novembro de 2011
POESIA PARA CRIANÇAS - TOMÁS RIBEIRO - BENÇÃOS

POESIA PARA CRIANÇAS - TOMÁS RIBEIRO - BENÇÃOS
Bem hajas, oh luz do sol,
Dos órfãos agasalho e manto,
Imenso, eterno farol
Deste mar largo de pranto!
Bem hajas, água da fonte,
Que não desprezas ninguém!
Bem haja a urze do monte,
Que é lenha de quem não tem!
Bem hajam rios e relvas,
Paraíso dos pastores!
Bem hajam aves das selvas,
Música dos lavradores!
Bem haja o reino dos céus,
Que aos pobres dá graça e luz!
Bem haja o templo de Deus,
Que tem sacramento e cruz!
Bem haja o cheiro da flor,
Que alegra o lidar campestre;
E o regalo do pastor,
A negra amora silvestre!
Bem haja o repouso à sesta
Do lavrador e da enada;
E a madressilva modesta,
Que espreita à beira da estrada!
Triste de quem der um ai
Sem achar eco em ninguém!
Felizes os que têm pai,
Mimosos os que têm mãe!
TOMÁS RIBEIRO
Tomás António Ribeiro Ferreira (Parada de Gonta, Tondela, 1 de Julho de 1831 — Lisboa, 6 de Fevereiro de 1901), mais conhecido por Tomás Ribeiro (Thomaz Ribeiro, na época), foi um político, publicista, poeta e escritor ultra-romântico português. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu advocacia durante pouco tempo, pois cedo enveredando pela carreira política. Membro destacado do Partido Regenerador, foi Presidente da Câmara Municipal de Tondela, Deputado, Par do Reino, Ministro da Marinha, Ministro das Obras Públicas e Governador Civil dos distritos de Braga e do Porto. Foi ainda secretário-geral do governo da Índia Portuguesa e embaixador de Portugal no Brasil. Eleito sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa foi presidente da sua Classe de Letras. Escritor e jornalista multifacetado, Tomás Ribeiro deixou uma obra vastíssima.
Foi pai da poetisa Branca de Gonta Colaço e avô do escritor Tomás Ribeiro Colaço.
Foi pai da poetisa Branca de Gonta Colaço e avô do escritor Tomás Ribeiro Colaço.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011
Sábado, 5 de Novembro de 2011
I ENCONTRO de ARTES LUSÓFONAS - 5 NOVEMBRO 2011 PELAS 21H00 HORAS. Com a presença do Sr. Presidente da ACLAL Dr. Arménio Vasconcelos


Participam os artistas:
Anabela Duarte Mendes Silva
Angelo Vaz
António Dulcídio
Armando Magno
Aucta Duarte
Carlos Almeida
Constancia Néry
Joaquim Canotilho
Luís Fernando Graça
Minela Reis
Noémia Travassos
Ramos Lopes José Silvestre
Sílvia Marieta
Victor Lages
Vitor Zapa
Francisco Xicofran
Colaboram ainda os caros co-académicos Libânia Madureira (Poetisa), Aurora Gaia (Atriz) e Carlos Andrade ( Músico/compositor).
Domingo, 16 de Outubro de 2011
Domingo, 9 de Outubro de 2011
Sábado, 8 de Outubro de 2011
Domingo, 25 de Setembro de 2011
Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011
Domingo, 18 de Setembro de 2011
Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011
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