
domingo, 26 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Convite especial



Relembro todos e cada um dos Amigos que ao longo da vida se vieram encontrar comigo. Não dou por falta de nenhum que não tenha convidado e estou certo de não faltar quem quer que seja neste encontro de festa neste Salão que ao fundo, bem ao fundo, tem uma estrela brilhante, a mais luminosa de todas, a alumiar e a aquecer o Menino, acabado de nascer.
Se, Amigo(a), pensas que não te encontras também no meu Salão, apesar de já te ter convidado, rogo-te que compareças para nos abraçarmos com carinho e afecto, neste dia de suprema festa.
O meu Salão de visitas, para que nunca esqueças, situa-se no centro de mim, no meu coração.
Vem, pois, Amigo(a) que, feliz, te espero.
neste Natal de 2010
Arménio Vasconcelos
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
ALEXANDRE PARAFITA

ALEXANDRE PARAFITA É natural de Sabrosa. Tem o Doutoramento em Cultura Portuguesa e o Mestrado em Ciências da Comunicação. A sua formação académica passou pela ex-Escola do Magistério Primário de Vila Real, pela Escola Superior de Jornalismo do Porto, pela Universidade de Coimbra, pela Universidade da Beira Interior (UBI) e pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Com vasta experiência no jornalismo (foi jornalista de carreira durante quase 20 anos), na docência, na investigação e no ensaísmo, integra os quadros da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde é responsável pelo Sector de Comunicação Institucional. Nesta Universidade é também vice-presidente do Observatório da Literatura Infanto-Juvenil (OBLIJ). É igualmente professor convidado do Instituto Politécnico de Bragança (Pólo de Mirandela) e investigador integrado do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa, nas áreas da mitologia e da literatura oral tradicional, tendo vindo a realizar estudos e pesquisas que lhe permitiram resgatar mais de um milhar de textos inéditos em risco de se perderem na memória oral. Actualmente, faz parte da equipa de investigação incumbida de realizar o “Arquivo e Catálogo do Corpus Lendário Português”, no âmbito da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Como escritor, a sua obra faz parte do Plano Nacional de Leitura, integra manuais escolares de vários níveis de ensino e é bibliografia obrigatória em cursos de licenciatura e mestrado em escolas superiores e universidades.
É autor de várias dezenas de livros, sendo de realçar:
No domínio da Literatura oral tradicional:
– A Comunicação e a Literatura Popular (Plátano Editora, 1999)
– O Maravilhoso Popular - Lendas. Contos. Mitos (Plátano Editora, 2000)
– Antologia de Contos Populares – Vol.1 (Plátano Editora, 2001)
– Antologia de Contos Populares – Vol. 2 (Plátano Editora, 2002)
– A Mitologia dos Mouros (Gailivro, 2006)
– Os Provérbios e a Cultura Popular (co-autor, Gailivro, 2007)
– Património Imaterial do Douro: Narrações Orais (Lendas. Contos. Mitos), Vol. 1 (Museu do Douro, 2007)
No domínio da literatura infantil e infanto-juvenil:
– Uma Andorinha no Alpendre (Civilização, 1994);
– A Lenda da Princesa Marroquina (Europress, 1995);
– Chovia Ouro no Bosque (Porto Editora, 1996);
– A Princesinha dos Bordados de Ouro (Porto Editora, 1996);
– O Segredo do Vale das Fontes (Europress, 1996);
– O Último Gaiteiro (Europress, 1997);
– As Aventuras de Rik & Rok (co-autor, Impala, 1998);
- Histórias de Natal Contadas em Verso (Âncora, 2000);
– As três touquinhas brancas (Plátano Editora, 2000);
– Branca Flor, o Príncipe e o Demónio (ASA, 2001);
– A mala vazia (Plátano Editora);
– Diabos, diabritos e outros mafarricos (Texto Editores, 2003);
– Bruxas, feiticeiras e suas maroteiras (Texto Editores, 2003);
– O Conselheiro do Rei (Impala, 2004);
– Histórias de arte e manhas (Texto Editores, 2005);
– Contos de animais com manhas de gente (Plátano Editora);
– Histórias a rimar para ler e brincar (Texto Editores, 2006)
– Memórias de um cavalinho de pau (Texto Editores, 2006)
– Vou morar no arco-íris (Gailivro, 2007)
– O rei na barriga (Âmbar, 2007)
– Pastor de rimas (Impala, 2008)
– O tesouro dos maruxinhos (Oficina do livro, 2008)
– Lobos, raposas, leões e outros figurões (Texto Editores, 2008)
- Contos ao vento com demónios dentro ( Plátano Editora, 2009)
Obras recomendadas pelo PLANO NACIONAL DE LEITURA (PNL):
- Histórias de Natal Contadas em Verso (Âncora Editora)
- As Três Touquinhas Brancas (Plátano Editora)
- Branca-Flor, o Príncipe e o Demónio (Asa)
– A mala vazia (Plátano Editora);
– Contos de animais com manhas de gente (Plátano Editora);
- O rei na barriga (Âmbar)
- Histórias a rimar para ler e brincar (Texto Editores)
- Memórias de um cavalinho de pau (Texto Editores)
- Diabos, diabritos e outros mafarricos (Texto Editores)
- Vou morar no arco-íris (Gailivro)
- O tesouro dos maruxinhos (Oficina do Livro)
E por inerência do título "Diabos, diabritos e outros mafarricos", também as obras:
- Bruxas, feiticeiras e suas maroteiras (Texto Editores)
- Histórias de Arte e Manhas (Texto Editores)
FAUSTO JOSÉ - POETA DE PORTUGAL
CARVALHO, César Luís. FAUSTO JOSÉ. POETA DE PORTUGAL. Câmara Municipal de Amarante, 2003. Prefácio de AGUSTINA BESSA-LUÍS. Biografia Ilustrada de Fausto José dos Santos Júnior nascido em Aldeia de Cima, à época pertencente à freguesia e concelho de Armamar. Além de José Régio, correspondia-se com Alberto de Serpa, Adolfo Casais Monteiro, Branquinho da Fonseca, Tomás de Figueiredo, Vitorino Nemésio. Era apreciador de tertúlias, quer na sua casa de Aldeia de Cima, quer em Vila do Conde (à roda de Régio), quer em Esposende (em casa de Agustina Bessa-Luís). In-4.º Oblongo de 144 páginas ilustradas ao longo do texto. B. ( 25 euros )
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Academia de Letras e Artes Lusófonas
ACLAL (poema de Libânia Madureira)
A cademia da
C ultura, da
L íngua, dos
A fectos, numa
L iberdade, plena harmonia, que se perpetua nos múltiplos aspectos da
multiculturalidade…
Academia
Das metáforas do coração
Dos sonhos e anseios, doce alquimia
Escritos, esculpidos, retratos de emoção
Do pintor, do escultor, do músico, do poeta
Indo além, sendo voz, mensageiro e profeta…
Cultura
As gotas essenciais
Onde a voz entorpecida ou muda
Frágil ou modesta
Se faz sublime partícula do milagre amoroso
Sã interculturalidade que se manifesta
Como rio caudaloso
Transpondo mares de infinitos mananciais…
Lusofonia
Nas artes, nas letras, a caminhada
Vai esboçando no universoInspiradas alianças poéticas
Forjadas rimas explodindo ogivas éticas
Alcançando quadrantes diversos
Na doce alvorada
Plena de harmonia…
Afectos
Nos brilhos purpurinos
Nos crepúsculos matutinos
Na semente lançada ao mundo
Despontarão novas flores
De delicados alvores
Cujas melodias sublimes e suaves
Excederão o encanto
Num novo canto
De sustenidos ou graves
Acordes dilectos…
L íngua Portuguesa na sua realeza
A rquitectando as palavras com eloquência
L iberdade, sapiência
C írio iluminando um cenário que se modela
A rco-íris que o firmamento nivela …
Libânia Madureira
http://aclalusofonas.blogspot.com/
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Séculos de Natal

Charles Péguy
É Natal no mundo.
Há luzes acesas e nuvens no céu,
em Nagasáqui e Hiroxima.
Solitária, a lua colorida
vê gritar o silêncio da guerra,
vê arder semente, raiz, árvore inteira...
Aviões e navios bombardeiam Beirute.
Ao raiar do século, há abraços fraternos,
novelos de chuva e fendas no mar.
Não sei com que pulsos
podemos parar!
É Natal no mundo.
Há luzes acesas e nuvens no céu,
em Nagasáqui e Hiroxima.
Solitária, a lua colorida
vê gritar o silêncio da guerra,
vê arder semente, raiz, árvore inteira...
Aviões e navios bombardeiam Beirute.
Ao raiar do século, há abraços fraternos,
novelos de chuva e fendas no mar.
Não sei com que pulsos
podemos parar!
É Natal no mundo.
Entre cruzes e almas cintilando,
vejo tão só um pássaro faminto
e vozes gemendo e montes gritando...
Há espaços abertos de gritos e euforia,
no olhar de milhões de pessoas sem abrigo.
Os horrores, em Ruanda, não param de soprar.
Há "campos de matança" no Camboja,
num tempo sem chegadas nem partidas.
Não sei com que dinheiro
podemos pagar!
É Natal no mundo.
Na Mongólia e na Argélia,
no abandono da hora da vida.
Espreitando à janela, aquela criança
vê o míssil lançado à distância,
sem minutos de histórias e brinquedos de esperança...
Em Budapeste, as terras tingem-se de sangue.
O teu canto, colibri, já o não sinto.
Solitária, apenas a lua triste prisioneira.
Não sei com que vidas
podemos contar!
É Natal no mundo.
Desses tristes humanos,
nas teias do “Iraquegate”, já vimos a morte,
já vimos a dor de uma guerra sem fime, nas mãos de uma mulher, um pinheiro, um jasmim.
Solstício de mel, de aromas de vinho,
de canela, de lembranças e de bolinho,
sobre a toalha de renda, um farnel recheado.
É dia de amor, de paz e de sonhos,
por um leito de um beijo, abafado de dor e raiva contida.
Entre cruzes e almas cintilando,
vejo tão só um pássaro faminto
e vozes gemendo e montes gritando...
Há espaços abertos de gritos e euforia,
no olhar de milhões de pessoas sem abrigo.
Os horrores, em Ruanda, não param de soprar.
Há "campos de matança" no Camboja,
num tempo sem chegadas nem partidas.
Não sei com que dinheiro
podemos pagar!
É Natal no mundo.
Na Mongólia e na Argélia,
no abandono da hora da vida.
Espreitando à janela, aquela criança
vê o míssil lançado à distância,
sem minutos de histórias e brinquedos de esperança...
Em Budapeste, as terras tingem-se de sangue.
O teu canto, colibri, já o não sinto.
Solitária, apenas a lua triste prisioneira.
Não sei com que vidas
podemos contar!
É Natal no mundo.
Desses tristes humanos,
nas teias do “Iraquegate”, já vimos a morte,
já vimos a dor de uma guerra sem fime, nas mãos de uma mulher, um pinheiro, um jasmim.
Solstício de mel, de aromas de vinho,
de canela, de lembranças e de bolinho,
sobre a toalha de renda, um farnel recheado.
É dia de amor, de paz e de sonhos,
por um leito de um beijo, abafado de dor e raiva contida.
Não sei com que Natal
podemos brindar!
É Natal no mundo.
Nas ruas que ninguém vê,
as lágrimas rolam nos passeios, nas caixas...
Há côdeas, há pobres,
muitos pobres... e fome que se esquece.
Na Somália e no Chade,
as vítimas são crianças.
Não sei com que futuro
podemos recordar!
É Natal no mundo.
Não sei com que amanhã
podemos acordar!
Cristina Correia
É Natal no mundo.
Nas ruas que ninguém vê,
as lágrimas rolam nos passeios, nas caixas...
Há côdeas, há pobres,
muitos pobres... e fome que se esquece.
Na Somália e no Chade,
as vítimas são crianças.
Não sei com que futuro
podemos recordar!
É Natal no mundo.
Não sei com que amanhã
podemos acordar!
Cristina Correia
Abraço

Na terra das palavras
havia poemas e sonhos,
na tua mão eu os colhi.
E na seiva do teu olhar
fui plantar folhas de seda
que colhi no alto mar
preciosas, só para ti…
Sete abraços enfeitaram
pedaços da terra do céu,
sete silêncios cantaram
os Anjos,
melodias, junto de mim
perto de ti…
Aqui jaz
o túmulo do âmago
e o silêncio dos guiados.
Viesse um vento...
eu poderia elevar a vela
num cântico além-mundo.
As mãos cansadas
cantam um poema livre,
a qualquer hora de solidão,
palavra fértil
num vazio derrotado...
Onde cabe o nada
abundam sementes
a anuir
sempre com alma
a embrulhar silêncios...
O cordão umbilical,
o cheiro a rosas,
sabor a lágrimas...
nostalgia.
O contentamento desmedido, o suspiro
e a saudade perpétua do nascer.
Convivo
com brandura
o momento.
Cristina Correia
havia poemas e sonhos,
na tua mão eu os colhi.
E na seiva do teu olhar
fui plantar folhas de seda
que colhi no alto mar
preciosas, só para ti…
Sete abraços enfeitaram
pedaços da terra do céu,
sete silêncios cantaram
os Anjos,
melodias, junto de mim
perto de ti…
Aqui jaz
o túmulo do âmago
e o silêncio dos guiados.
Viesse um vento...
eu poderia elevar a vela
num cântico além-mundo.
As mãos cansadas
cantam um poema livre,
a qualquer hora de solidão,
palavra fértil
num vazio derrotado...
Onde cabe o nada
abundam sementes
a anuir
sempre com alma
a embrulhar silêncios...
O cordão umbilical,
o cheiro a rosas,
sabor a lágrimas...
nostalgia.
O contentamento desmedido, o suspiro
e a saudade perpétua do nascer.
Convivo
com brandura
o momento.
Cristina Correia
Pequeno nome das ervas...

No brado úbere da terra milhares de fios de Penélope
Sobre o cotovelo dos dias de espera
E barcos vazios
E o sangue fermente
Macerado na dor da ausência...
Há nesse grito a eterna sede das "mulheres de Atenas"
Vestidas de negro e de olhar profundo
De pranto escorrido
No riso em cascatas festivas como bacantes
Em febre...
E no pequeno nome das ervas
E no trevo dos caminhos
A inocência do canto de todas as partilhas…
E a felina gruta de resguardo das coisas simples...
E o bálsamo e a água
Com que o mistério do amor celebra
O corpo de proscritos…
E no bordão dos peregrinos
E no livro das Horas nacarado
E na espada
E no selo
E em todas as juras...
E nos maculados pés
E no resguardo dos portais...
E na fome dos dias por abrir
A fecunda dor de todas as colheitas
E o sândalo de todos os cansaços...
Publicada por heretico
http://relogiodependulo.blogspot.com/
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Mudar o Mundo
O Salão Nobre dos Paços do Concelho foi, a 5 de Junho último, o palco escolhido para a apresentação pública do livro Mudar o Mundo, da autoria de José António Pereira Rodrigues, recordado ainda hoje por familiares e amigos como o Zé Tó, falecido prematuramente aos 14 anos de idade na sequência de um grave acidente rodoviário.
Mudar o Mundo apresenta dois contos escritos na aula de Português da professora Marina Valle, actual vereadora da Câmara Municipal de Lamego, na altura a leccionar na Escola EB 2/3 de Lamego, que abordam importantes valores que expressam o amor precoce do Zé Tó a tudo o que o rodeava: a literatura e o Ambiente.
A sua inspiração precoce deu origem aos textos Também eu posso mudar o Mundo e O valor das Árvores, premiados pela autarquia de Lamego e pelo Governo Civil de Viseu, instituições que apoiam agora a edição desta obra.
Durante a apresentação pública de Mudar o Mundo, os seus pais, o seu irmão Rui e antigos professores recordaram “o menino calmo, terno, gentil, cheio de esperança”, capaz de contagiar todos com a sua “honestidade, simplicidade, alegria, força e vontade”. Um “menino bom” que optou por fazer parte do movimento dos Escoteiros e impulsionar a criação do jornal escolar Sempre Jovem, no qual, com grande entusiasmo, preparava trabalhos e fazia entrevistas. Já na altura revelava uma utilização eficaz da palavra escrita.
Editado pela Tiquetaque Editora, a apresentação pública da obra Mudar o Mundo contou com a presença, entre outras personalidades, de Francisco Lopes, Presidente da Câmara de Lamego, e Miguel Ginestal, Governador Civil de Viseu.
III Antologia de Poetas Lusófonos

Cerca de duas centenas de pessoas, vindas de várias localidades de Norte a Sul do país e Espanha, assistiram ao lançamento da III Antologia de Poetas Lusófonos (09.10.2010), da responsabilidade da editora Folheto Edições, que teve lugar no excelente Auditório da Biblioteca Municipal de Pombal (Portugal).
Este livro, com a participação de 98 poetas oriundos de 11 países, foi apresentado por Adélio Amaro, coordenador editorial, e Arménio Vasconcelos, presidente da Academia de Letras e Artes Lusófonas. A mesa foi presidida por Narciso Mota, presidente da Câmara Municipal de Pombal e contou ainda com a moderação do jornalista Nuno Jesus.
Durante a sessão foram lidos alguns poemas pelas vozes de Soares Duarte, José Vaz, Prates Miguel, Péqui Fernandes, Alfredo Gregório e Libânia Madureira.
A iniciativa terminou com um Porto de Honra e uma curta actuação do Grupo de Tunos de Leiria.
As próximas apresentações da III Antologia de Poetas Lusófonos terão lugar no Porto, Lisboa, Alcanena e Silves.
Existem as possibilidades de apresentações noutros lugares, com destaque para os Açores, Suíça e França.
Publicada por Folheto Edições
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Museu de Almofala


A CASA AGRÍCOLA REGO VASCONCELOS localiza-se no centro da aldeia de Almofala de Cima, freguesia de Aguda, Figueiró dos Vinhos e dista 10 km da sede do Concelho.
Durante séculos, os campos de Almofala foram ocupados com oliveiras, cereais, hortícolas e, principalmente, comvinhas, tendo os cursos de água assinalados por linhas sinuosas de salgueiros, choupos e freixos. Pode afirmar-se quea base da economia rural é ainda o vinho, o azeite, o milho, os produtos hortícolas e recentemente os eucaliptos. É frequente ver-se o homem, operário e lavrador, no fim do dia regressar ao seu campo, aí desenvolvendo trabalhosde lavoura.
Durante séculos, os campos de Almofala foram ocupados com oliveiras, cereais, hortícolas e, principalmente, comvinhas, tendo os cursos de água assinalados por linhas sinuosas de salgueiros, choupos e freixos. Pode afirmar-se quea base da economia rural é ainda o vinho, o azeite, o milho, os produtos hortícolas e recentemente os eucaliptos. É frequente ver-se o homem, operário e lavrador, no fim do dia regressar ao seu campo, aí desenvolvendo trabalhosde lavoura.
A CASA AGRÍCOLA REGO VASCONCELOS existe desde os finais do século XIX, sendo inicialmente conhecida como dafamília Rego de Almofala de onde sobressaíram professores, agricultores, artistas, funcionários públicos e industriais. A família Rego sempre foi conceituada em toda a região e ainda hoje, passados muitos decénios, são recordados os professores Augusto e José, o industrial de cerâmica e notável agricultor José Rego que com esposa, Alice da Conceição Marques ofereceram trabalho a centenas de pessoas, o mestre carpinteiro Francisco Lopes e o Director de Estradas do Distrito de Leiria, Manuel Lopes do Rego, cujo valor foi reconhecido pelos últimos reis e pelos primeirospresidentes da república.
ABERTURA, SÁBADO, 23 DE OUTUBRO DE 2010, 15 HORAS.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
"FILIPE MARADO e os DIXI" Lamego - Dia Internacional da Juventude Dia 12 de Agosto 2010 - 21h30 Av. Dr.º Alfredo de Sousa
FILIPE MARADO e os DIXI
DIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE
12 de Agosto 2010
21h30 Av. Dr.º Alfredo de Sousa
LAMEGO
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Sentimentos de Cristal

Sentimento que dia a dia aumenta,
No coração sedento de Paz
Que do Amor puro se sustenta.
No fogo que Ele arder faz,
Que sem amor não se contenta
E com Amor se satisfaz...
No coração sedento de Paz
Que do Amor puro se sustenta.
No fogo que Ele arder faz,
Que sem amor não se contenta
E com Amor se satisfaz...
...
Olho o Céu, que por vezes escurece,
Aos poucos, com esforço, a força cresce,
Em sabedoria, mas com prudência.
Perfumas-me com Tua Divina Essência
Deixando transparecer o invisível,
Aos poucos, com esforço, a força cresce,
Em sabedoria, mas com prudência.
Perfumas-me com Tua Divina Essência
Deixando transparecer o invisível,
Transpondo o espaço Sideral,
Fazendo da utopia O possível,
Um sentimento bem real...
Fazendo da utopia O possível,
Um sentimento bem real...
...
Libânia Madureira
segunda-feira, 28 de junho de 2010
LITERATURAS AFRICANAS
L I T E R A T U R A S
A F R I C A N A S
D E
L Í N G U A
P O R T U G U E S A
Índice
1. A literatura colonial: fronteiras e diferenças em relação às literaturas africanas
A F R I C A N A S
D E
L Í N G U A
P O R T U G U E S A
Índice
1. A literatura colonial: fronteiras e diferenças em relação às literaturas africanas
quinta-feira, 3 de junho de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
O pão dos outros
Remi está a conversar com a avó. Gosta de a ouvir falar dos seus tempos de menina.
– Na minha aldeia, na Provença, pelo Ano Novo, no primeiro dia de Janeiro, toda a gente oferecia uma prenda a toda a gente. Vê lá se és capaz de adivinhar o que seria.
Remi lança palpites:
– Comprar prendas para a aldeia inteira… É preciso muito dinheiro. Quer dizer que as pessoas eram ricas?
A avó riu-se:
– Oh, não! Naquele tempo, tinha-se muito pouco dinheiro e ninguém na aldeia comprava prendas. Nem sequer havia lojas como há hoje.
– Então faziam as prendas?
– Não propriamente!
– Então como é que faziam?
– Era muito simples. Ora ouve…
Antigamente, cada família fazia o seu pão. Não havia água corrente nas casas. Então íamos buscá-la à fonte, no largo da aldeia. E, no dia um de Janeiro, de manhã muito cedo, a primeira pessoa que saía de casa, colocava um pão fresco no bordo da fonte, enquanto enchia a bilha de água. Quem chegava a seguir pegava no pão e punha outro no mesmo lugar para a pessoa seguinte, e assim por diante… Desta forma, em todas as casas, se comia um pão fresco oferecido por outra pessoa. Nem sempre se sabia por quem, mas garanto-te que o pão nos parecia muito bom porque era como se fosse um presente de amizade. As pessoas que estavam zangadas pensavam que talvez estivessem a comer o pão do seu inimigo e isso era uma espécie de reconciliação…
Durante alguns dias, esta história andou a martelar na cabeça de Remi.
Uma manhã, teve uma ideia. Meteu no bolso uma fatia de pão de lavrador. É o pão que se come na casa de Remi. E na escola, um pouco antes do recreio, Remi pousou o pão bem à vista, em cima da carteira de Filipe, o seu vizinho.
Filipe está sempre com fome e repete sem cessar a Remi:
– Oh! Que fome, que fome eu tenho! Bem comia agora qualquer coisa!
Quando Filipe viu a fatia de pão, que rica surpresa! Sabia muito bem quem lha tinha dado, mas fingiu que não sabia.
No recreio, todo contente, comeu o pão sem dizer nada a Remi, mas… No dia seguinte, sabem o que é que Remi encontrou em cima da carteira, mesmo antes do recreio? … Um pedaço de cacete! Um grande pedaço bem estaladiço! Um verdadeiro regalo!
Filipe ria-se.
E assim continuaram a dar um ao outro presentes de pão.
Na aula, a Carlota e a Sílvia estão sentadas logo atrás de Filipe e de Remi. Rapidamente souberam da história do pão e quiseram também participar nas surpresas. No dia seguinte, Sílvia levou uma fatia de cacetinho e Carlota uma fatia de pão centeio.
Outras crianças quiseram participar nas prendas de pão. Apareceu pão grosseiro, pão de noz, pão de sêmea, pão sem côdea, pão caseiro, pão fino, pão russo, negro e um pouco ácido, que Vladimir levou, pedaços de pão árabe, que a mãe de Ahmed cozera no forno, e ainda muitos outros tipos de pão. Desta forma, quase toda a turma se pôs a trocar pedaços de pão durante o recreio.
A professora apercebeu-se das trocas e perguntou:
– Mas o que é que vocês estão aí a fazer?
Carlota e Remi contaram-lhe toda a história do pão dos outros.
E logo após o recreio, o que é que estava em cima da secretária da professora? …um pedaço de pão!
Toda a classe tinha os olhos postos na professora. Ela sorriu e comeu o pão.
E, no domingo seguinte, quando Remi viu a avó, era ele que tinha uma história para lhe contar:
– Sabes, avó? Olha, na minha turma…
Michèle Lochak
Le pain des autres
Paris, Flammarion, 1980
– Na minha aldeia, na Provença, pelo Ano Novo, no primeiro dia de Janeiro, toda a gente oferecia uma prenda a toda a gente. Vê lá se és capaz de adivinhar o que seria.
Remi lança palpites:
– Comprar prendas para a aldeia inteira… É preciso muito dinheiro. Quer dizer que as pessoas eram ricas?
A avó riu-se:
– Oh, não! Naquele tempo, tinha-se muito pouco dinheiro e ninguém na aldeia comprava prendas. Nem sequer havia lojas como há hoje.
– Então faziam as prendas?
– Não propriamente!
– Então como é que faziam?
– Era muito simples. Ora ouve…
Antigamente, cada família fazia o seu pão. Não havia água corrente nas casas. Então íamos buscá-la à fonte, no largo da aldeia. E, no dia um de Janeiro, de manhã muito cedo, a primeira pessoa que saía de casa, colocava um pão fresco no bordo da fonte, enquanto enchia a bilha de água. Quem chegava a seguir pegava no pão e punha outro no mesmo lugar para a pessoa seguinte, e assim por diante… Desta forma, em todas as casas, se comia um pão fresco oferecido por outra pessoa. Nem sempre se sabia por quem, mas garanto-te que o pão nos parecia muito bom porque era como se fosse um presente de amizade. As pessoas que estavam zangadas pensavam que talvez estivessem a comer o pão do seu inimigo e isso era uma espécie de reconciliação…
Durante alguns dias, esta história andou a martelar na cabeça de Remi.
Uma manhã, teve uma ideia. Meteu no bolso uma fatia de pão de lavrador. É o pão que se come na casa de Remi. E na escola, um pouco antes do recreio, Remi pousou o pão bem à vista, em cima da carteira de Filipe, o seu vizinho.
Filipe está sempre com fome e repete sem cessar a Remi:
– Oh! Que fome, que fome eu tenho! Bem comia agora qualquer coisa!
Quando Filipe viu a fatia de pão, que rica surpresa! Sabia muito bem quem lha tinha dado, mas fingiu que não sabia.
No recreio, todo contente, comeu o pão sem dizer nada a Remi, mas… No dia seguinte, sabem o que é que Remi encontrou em cima da carteira, mesmo antes do recreio? … Um pedaço de cacete! Um grande pedaço bem estaladiço! Um verdadeiro regalo!
Filipe ria-se.
E assim continuaram a dar um ao outro presentes de pão.
Na aula, a Carlota e a Sílvia estão sentadas logo atrás de Filipe e de Remi. Rapidamente souberam da história do pão e quiseram também participar nas surpresas. No dia seguinte, Sílvia levou uma fatia de cacetinho e Carlota uma fatia de pão centeio.
Outras crianças quiseram participar nas prendas de pão. Apareceu pão grosseiro, pão de noz, pão de sêmea, pão sem côdea, pão caseiro, pão fino, pão russo, negro e um pouco ácido, que Vladimir levou, pedaços de pão árabe, que a mãe de Ahmed cozera no forno, e ainda muitos outros tipos de pão. Desta forma, quase toda a turma se pôs a trocar pedaços de pão durante o recreio.
A professora apercebeu-se das trocas e perguntou:
– Mas o que é que vocês estão aí a fazer?
Carlota e Remi contaram-lhe toda a história do pão dos outros.
E logo após o recreio, o que é que estava em cima da secretária da professora? …um pedaço de pão!
Toda a classe tinha os olhos postos na professora. Ela sorriu e comeu o pão.
E, no domingo seguinte, quando Remi viu a avó, era ele que tinha uma história para lhe contar:
– Sabes, avó? Olha, na minha turma…
Michèle Lochak
Le pain des autres
Paris, Flammarion, 1980
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Correntes D'Escritas - Póvoa do Varzim 24 - 27 de Fevereiro de 2010

É já na próxima quarta-feira, 24, que a Póvoa se torna no centro da literatura ibérica com a realização do Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica. O evento decorre até 27 de Fevereiro e traz 66 escritores provenientes do Brasil, de Moçambique, de Cabo Verde, do México, da Colômbia, de França, de Espanha, de Angola, do Uruguai, da Argentina e, claro, de Portugal.
Correntes d’Escritas: reinvenção e identidade
Conferência de Abertura - Isabel Alçada, Ministra da Educação
Participantes (com biobibliografias)
Prémio Literário Casino da Póvoa
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Serão da Bonjóia - "Ecos Vítreos - Poesia e Música" PORTO
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Pequeno conto de Natal...

Gosto de gente! Por vezes próxima, respirando ao mesmo ritmo!.. Outras (quase sempre) apenas momentos, riscos de acaso, meteoritos intensos na solidão da cidade. Uma viagem de autocarro (ou de metro) é sempre uma revelação inesperada. Pequenos nadas que nos perseguem (momentos, horas, dias?) e que exigem que os soltemos, de tão intensos...
Gosto de gente anónima. De seus rostos. Da linguagem subtil dos seus gestos. Do seu porte. Do pulsar do meu Povo!...
Por vezes, a cor desânimo, toma o sangue. O cepticismo cria raízes e uma ironia triste ocupa o espaço da esperança. Porém, do meio da multidão, surge tantas vezes, sem nos darmos conta, uma imagem, o resto de uma carícia, uma ternura, uma beleza inesperada que humaniza e reconforta. Que nem sempre estamos disponíveis para ver e que, outras vezes, guardamos como refrigério de alma...
Falo-vos da minha última viagem de autocarro entre o Rossio e o Cais de Sodré! Na curta distância, cenas dignas de um pintor impressionista - o melhor e o pior de um Povo concentrado no escasso espaço de um autocarro, à hora de ponta. Nada que seja diferente de outras viagens! Até que......
Uma jovem mãe, de rosto trigueiro e olhar apaziguado, entrou, aconchegando no colo uma criança de escassos meses. Sozinha, face as intempéries e os balanços da vida, ali bem simbolizados nos apertos e balanços do autocarro. Um jovem, de brinco na orelha e crista de galo loira, cede-lhe o lugar (no meu íntimo, um sorriso freak!)
Acomodou-se a "minha" jovem Madalena (era, de certo, este o seu nome!) com o bebé nos braços, sereno que nem um anjo. E alheia a tudo que não fosse a sua novel maternidade, a jovem soltou o seio da blusa (mármore puro) e a boca da criança, em esplendor, buscou afoita o mamilo, assim exposto em dávida!
Vi então olhares brilhantes nos rostos cansados dos transeuntes. Vi ternuras caladas e inesperados silêncios. Vi orações pagãs em cada sorriso!..
E, a minha alma cansada e ateia, entoou então um cântico de vida - "Glória in excelsis Deo!..."
Publicada por Heretico
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