sábado, 28 de novembro de 2009
A música
Victor Marie Hugo
França[1802-1885]
Poeta, Escritor, Dramaturgo, Político
A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo.
Oscar Fingall O'Flahertie Wills Wilde
Irlanda[1854-1900]
Escritor/Poeta/Dramaturgo/Ensaísta
Entre as graças que devemos à bondade de Deus, uma das maiores é a música. A música é tal qual como a recebemos: numa alma pura, qualquer música suscita sentimentos de pureza.
Miguel de Unamuno y Jugo
Espanha[1864-1936]
Filósofo/Escritor
sábado, 21 de novembro de 2009
ACADEMIA DE LETRAS E ARTES LUSÓFONAS – ACLAL
sábado, 31 de outubro de 2009
Fosse eu Sempre,uma metáfora apenas...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura
III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura
Realiza-se, na Fundação Calouste Gulbenkian, nos próximos dias 22 e 23 de Outubro a III Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
História das Bibliotecas
Miguel Torga
CADERNO DE HISTÓRIAS
Seminário School libraries, Curriculum and Web 2.0: Strategies for Teaching the 21st Century Learner
Caros professores bibliotecários,Amanhã, dia 1 de Outubro, entre as 14h 30m e as 17h, 30m, vai ter lugar um Seminário promovido pelo Gabinete Rede de Bibliotecas Escolares, dirigido pelo Professor Ross
Todd, especialista de grande reputação nas temáticas das Bibliotecas Escolares e dos desafios que se colocam hoje à Escola no desenvolvimento do currículo e do papel das tecnologias de informação, designadamente as ferramentas da Web 2.0.
O tema será "School libraries, Curriculum and Web 2.0: Strategies for Teaching the 21st Century Learner”.
Uma vez que se torna impossível realizar presencialmente esta formação para abranger todos os professores bibliotecários, que consideramos fundamental para o bom desempenho da função e trabalhar de forma mais científica e prática com os professores das disciplinas na apropriação dos recursos da BE e das tecnologias, há a possibilidade de assistir através de vídeodifusão, acedendo ao seguinte endereço:
http://videodifusao.dgidc.min-edu.pt/rbe
Certa que poderemos ter a vossa adesão a esta nossa iniciativa, que consideramos de grande utilidade para todos, contamos com a vossa participação virtual.
Teresa Calçada
RBE
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
GUERRA JUNQUEIRO

segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Os 25 anos do Museu Maria da Fontinha
O Museu Maria da Fontinha, em parceria com a Academia de Letras e Artes de Paranapuã ALAP (Rio de Janeiro - Brasil) e a Academia de Letras e Artes Lusófonas ACLAL, organizaram mais um Encontro de Intercâmbio Cultural e Lusofonia. O evento teve lugar no Auditório José Vasconcelos (Museu Maria da Fontinha, Além Rio, Gafanhão, Castro Daire), no passado dia 8 de Agosto, pelas 14:00h. Na cerimónia solene foram outorgadas Medalhas e Diplomas de Mérito a várias personalidades da região. Entre os homenageados, a Comunidade Académica e Artística de Paranapuã e o Museu Maria da Fontinha distinguiram pintores, músicos, artistas plásticos, poetas/escritores, Autoridades Religiosas, estudantes, docentes, bibliotecários, investigadores, advogados, empresários, editores/jornalistas, artesãos, associações culturais, autarcas e personalidades que no percurso de vida têm prestado relevantes serviços em prol da cidadania, da cultura e da lusofonia. António Maia Nabais, Isabel Silvestre, José Alberto Sardinha, Daniel Café, Adélio Amaro, Paulo Cardoso, José António Santos, Aurora Simões de Matos, Isabel Cristina Santos, Marisabel Moutela, António Borges, Luís Filipe Vasconcelos, Alexandrino Matos, Rui Costa, Filipe Marado, Maria José Quintela, Jorge Ferreira, Luís Costa, Associação Cultural de Nodar, foram alguns dos homenageados. O escritor, advogado e museólogo Arménio Vasconcelos, director-presidente do Museu Maria da Fontinha, museu do Território do Vale da Paiva e Serras e da Academia de Letras e Artes Lusófonas, foi condecorado pela Academia de Letras e Artes de Paranapuã pelos valiosos serviços concedidos à lusofonia. Uma demonstração eloquente do reconhecimento e respeito pelo humanista Arménio Vasconcelos e pelo trabalho que está a realizar em Portugal e nos países lusófonos em favor do desenvolvimento, apoio e divulgação da cultura. Para além dos actos e cerimónias alusivos aos 25 anos do Museu Maria da Fontinha, o dia 8 de Agosto de 2009 foi escolhido para a implantação e posse dos membros fundadores da Academia de Letras e Artes Lusófonas (nos oito Países da Lusofonia e em algumas Comunidades onde se fala a nossa língua) - cidadãos imbuídos do espírito associativo manifestando disponibilidade em assumir e desenvolver projectos que visam estimular valores de cidadania e promover acções de carácter cultural lusófono em todo o mundo, assim como conferências, seminários, simpósios, criação de áreas de pesquisa, centro de documentação e alargamento do intercâmbio cultural entre estas nações para que estimulem a cooperação e o elo em comum - a Língua Portuguesa. O Encontro da comemoração dos 25 anos do Museu Maria da Fontinha contou com a projecção de filme e apresentação de livro respeitantes aos núcleos museológicos do Vale da Paiva e Serras abrangendo o património musical desta Região, os Cantares de Manhouce, a voz de Isabel Silvestre acompanhada pelo pianista Alexandrino Matos, recolhas musicais do Etnomusicólogo José Alberto Sardinha, bem como o Santuário da Senhora de Rodes e o “fabrico” dos barros pretos de Ribolhos. A Musealização do Vale da Paiva e Serras compreende 50 núcleos museológicos abrangendo património arqueológico (megalitismo e outros), geológico (geossítios, trilobites, pedras parideiras, etc.), histórico (Rodes, Ermida e muitos outros), religioso (mosteiros, igrejas e capelas), artístico e etnográfico (museus de Arouca, Maria da Fontinha e outros), paisagístico, artesanal, gastronómico e musical. Nesta comemoração, foram várias as localidades de Portugal que estiveram presentes: Alcanena, Leiria, Alvarenga, Arouca, S. Pedro do Sul, Lamego, Torres Vedras, Castro Daire, Évora, Nodar, Resende, Setúbal, Amadora, Lisboa, Vila Nova de Paiva, Batalha, Viseu, assim como outras dos restantes países lusófonos onde se irão projectar o futuro destas células da Lusofonia, sempre com vontade, arte, cultura e verdade. Juntaram-se ainda a este Encontro, cidadãos de Goa, Macau, Canadá, França, Suíça, Alemanha, EUA, Reino Unido, Espanha; amigos e companheiros vindos das terras onde se expressam em Português. O Ministério da Cultura, o Governo Civil do Distrito de Viseu e a Câmara Municipal de Castro Daire marcaram presença, neste dia, no Museu Maria da Fontinha. segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Museu Mª da Fontinha - em Além do Rio, Castro Daire - Solenidades do dia 8 de Agosto 2009 -
Museu Mª da Fontinhahttp://casamuseumariadafontinha.blogspot.com/
http://museufontinhapintura.blogspot.com/
http://museufontinhaescultura.blogspot.com/http://museufontinhalivros.blogspot.com/
Nascimento do Museu Mª da Fontinha; criação, com apresentação de filme e livro alusivos, do Museu do Território do Vale da Paiva e Serras com 50 núcleos museológicos, bem assim da apresentação de elementos da recém criada Academia de Letras e Artes Lusófonas -ACLAL, com mais de quinhentos membros fundadores, nos oito Países da Lusofonia e em algumas Comunidades onde se fala a nossa língua, pelas sete partidas do globo.
http://armenio-vasconcelos.blogspot.com/
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Palavras adormecidas e outras vozes...




- Entrai. Sede bem-vindos.
Iniciada a viagem, diante de nós a memória é o caminho do indefinido, dum mundo de imprevisto, diálogo incessante da dinâmica da Vida, simbiose entre o futuro, o presente e o passado.
Com todos os que dão magia e sonho à palavra escrita, comungamos.
É com encantamento que, nestes encontros, o pensamento perscruta a dimensão criativa, esta riqueza humana desperta de conhecimento.
Celebra-se a peregrinação das palavras adormecidas.
Continuaremos, essencialmente, na busca da essência do tempo, vivenciando em pleno fontes de alegria da profundidade do Ser.
Ali, no cimo do monte, parados no interior do automóvel, a uma escassa meia dúzia de quilómetros depara-se-nos a aldeia que se estende por vastos terrenos constituídos por vales e várzeas.
Abrigada pela privilegiada beleza da Serra, uma graciosa terra transmontana de gente notável e provida de talento se avista.
Ventanias de aromas povoam as casas de pedra da aldeia do mundo. Um caleidoscópio de manifestações de regionalismo pleno atinge a constelação de todos ao som de instrumentos musicais tradicionais, guitarra portuguesa, bandolim, audição de música clássica e salmos.
Chamavam-lhe aldeia do trabalho. Vales e pedras cobriam os seus terrenos de lavradio e recantos, que homens foram talhando ao longo dos séculos. A quinta, abundante de tudo, renascia todos os anos cansada de trabalhos corpulentos. A mina permanecia firme e a água, fonte da vida da aldeia, continuava a correr límpida e fresca.
Aquele solo era amado por Deus, como um filho.
O simbolismo dos Anjos esculpidos em pedra pelas mãos de mulheres e homens, reunidos no alpendre da capela, junto da mãe-torre, perpetuam no céu a mensagem de Aleluia das vozes do campo, do vale, da montanha e dos sonhos das crianças.
Descendo a encosta pela estrada macadame, dirigimo-nos à aldeia de infância de Francisco. Olhamos os lameiros, os trabalhos de terraplenagem iniciados nos lugares das Almoínhas, nos Casarelhos e na Corriça. O começo da instalação de bocas de rega para os novos pomares já se avizinha.
Junto ao casarão o quintal estava a ser tratado pelo primo António, mais velho cinco anos, que ficara a viver na aldeia, enquanto Francisco decidira ingressar na vida militar, fazendo algumas comissões no Ultramar, com regresso definitivo à Metrópole nos anos sessenta.
Dirigimo-nos ao pátio secular, de uma beleza incomparável, onde os amores-perfeitos, a trepadeira de lilases e as rosas despontavam luzes, cores e odores celestes todas as madrugadas. As sombras, os canteiros e os bancos arrumados despertavam os convidados a sentirem a auréola, procurando num desabrochar duma planta a mais pura e incognoscível manifestação da natureza.
Os arbustos, verdadeiros arautos da essência do porvir, cresciam junto às largas escadas, por onde Francisco subira para entrar em casa.
Entre velhos manuscritos caligrafados em folhas de papel velino e uma vela de candeia, Francisco vai enxergando os vultos das letras e os desenhos assimétricos que sua mãe Amália lhe deixara. As folhas já soltas, envolvidas por um xaile, no interior da arca, vêm reconstituir um lugar no tempo da sua íntima emoção. A toalha branca do Domingo de Ramos, o âmbar e a cidreira repousavam junto das cartas de sua mãe.
Sozinho, no quarto de seus pais, vai examinando as estampas, as escassas fotografias e os catálogos amontoados nos móveis da casa de pedra.
A trovoada fulgurante prolongava-se pela madrugada e os clarões rasgavam silhuetas nos muros da sua memória.
Quando a saudade toldava o coração, no sentimento de Francisco penetravam as mais diversas palavras agridoces, paisagens e vozes vivificantes.
Recorda as imagens de seu pai, homem de cérebro arrojado que procurou no próprio conhecimento, o entendimento, a vida, o seu sentido e o seu valor, sentado na eira, nas noites de Verão, balbuciando episódios do quotidiano.
A recitação de poesia partilhada pelo encontro de gentes da terra, de outros lugares e sentimentos, envolvia-os em viagens nómadas, inéditas, singulares, de imagens telúricas e saborosas.
Ficamos dias, sem pressa.
Demoramo-nos nos diálogos férteis de inteireza humana.
Revisitamos os compartimentos, os olhares profundos e os rostos familiares. Ali, naquele lugar, as vozes vinham ao encontro de todos.
Entre dois nacos de boroa, um caldo feijão e um bolo de cenoura, acende-se o fogo quente no rés-do-chão, que depois há-de servir para aquecer as longas horas dos serões.
A grande mesa rectangular estendia-se pela sala rústica, onde todos se reuniam para dividir o conduto e o trabalho. Cenário de diversos instrumentos espirituais, religião, superstição, ciência e filosofia, nela cabiam todos. Irmãos, primos, tios, pais e avós de Francisco, ali, edificavam projectos, venciam rotinas do trabalho braçal, diziam histórias, falavam dos estudos e da escola na aldeia vizinha, tocavam músicas da Banda Filarmónica, contavam a jorna e rebuscavam sonhos longínquos de novos céus. Eram deleitosos os convívios, profícuos em trabalho e em humanidade.
Já o céu estava povoado de silêncios, quando nos recolhemos na oração, de joelhos junto ao oratório, num momento de resignação.
Por fim, reinventamos as palavras adormecidas e outras vozes. Vozes dos anjos, vozes de pedra, vozes de estrelas, guardiãs da nossa própria consciência.
Cristina Correia, in Percursos - 2006
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Uma Palavra

Aurora Duarte Simões de Matos nasceu em Meã, concelho de Castro Daire, em 1942. Fez estudos secundários no Colégio de S. Tomás de Aquino em S. Pedro do Sul e no grande Colégio Português em Viseu. Em 1960, diplomada pela Escola do Magistério Primário, iniciou a sua carreira de docente que passaria pela Educação Especial. Colaboradora de vários órgãos da Imprensa Regional, publicou em 1997 o seu primeiro livro de poesia "Poentes de mar e serra", com o apoio da Câmara Municipal de Castro Daire. Foi distinguida em 1998 com o Galardão da Casa-Museu Maria da Fontinha, como "poeta, notável cantora das nossas serras e gentes, pelos relevantes serviços prestados à cultura".sexta-feira, 3 de julho de 2009
Histórico do Museu Maria da Fontinha

Museu Maria da Fontinha, em requalificação até Maio de 2009
Este Museu foi construído durante os anos de 1982 e 1984; situando-se num local de beleza deslumbrante. Do edifício vêem-se dezenas de aglomerados populacionais, predominando os verdes dos montes, os amarelos vivos dos tojos e giestas, os roxos e lilases das urzes e dos rosmaninhos e todo o Vale do Paiva. Aí, em casa centenária, viveu uma Mulher, exemplo de Mãe e Cidadã, cuja bondade ainda hoje é recordada pelos mais idosos, seus contemporâneos. Muito se tem escrito sobre Maria do Carmo do Rosário, de seu nome, do Museu da Fontinha, do lugar de Além do Rio. Viveu 73 anos, tendo falecido na Cidade do Rio de Janeiro, em 3 de Maio de 1970, aquando da sua primeira visita ao Brasil, a rever os dois filhos que aqui aí se encontravam desde a década de quarenta, desempenhando funções de Direcção na empresa “Mateis e Cª Têxteis”, na Rua dos Beneditinos, primeiro e na Rua Visconde de Inhaúma, depois. Descendentes, brasileiros, deixou e existem filho, nora, três netos e cinco bisnetos. Os seus restos mortais encontram-se hoje no Jazigo da Casa da Fontinha, cuja construção, de estilo “clássico”, totalmente de granito maciço, contém o seu sarcófago, específica e artisticamente concebido, de acordo com o seu merecimento.É desde sempre íntima a relação das suas gentes com o Brasil que todos admiram e amam; sendo certo que quatro irmãos na Maria da Fontinha aqui estão sepultados e cá vivem seus filhos, netos e bisnetos, todos brasileiros. Foi inaugurado o Museu, em 5 de Agosto de 1984, pelo Presidente da República Portuguesa, General António Ramalho Eanes e Exma. Esposa, com a presença do então Ministro da Cultura, Dr. Coimbra Martins; representante dos Embaixadores do Brasil, Espanha e Autoridades diversas.É, eventualmente, o Museu particular do País mais completo e com maior número de obras. Assim, do seu acervo, constam hoje cerca de 1400 quadros, 250 esculturas; centenas de peças e alfaias de etnografia; milhares de exemplares de mineralogia e geologia; idem, de moedas romanas; porcelanas “Companhia das Índias”; faianças e cerâmicas portuguesas; curiosidades diversas e, inequivocamente, o maior acervo de pinturas (cerca de 300), esculturas (cerca de 30) e peças, oriundas do Brasil e ou de Autores Brasileiros (neste momento, talvez o maior acervo no exterior ao Brasil).As entradas são gratuitas. O Museu é financiado inteiramente pelo seu Director e pelas empresas de que este é Administrador, v.g. São Macário Turismo, Mariparque, S.A., Pousos Alegre-Empreendimentos Turísticos de Leiria, S.A., Aldeamento Varandas do Lis e Reimobil-Imobiliária da Quinta do Rei, Lda. O seu Director, ou pontualmente outro “Amigo do Museu”, em representação desta, actuam, como jurados, sistematicamente, em Concursos de Pintura e Escultura. A Capela do Museu, está dotado de frescos, de rara beleza e sensibilidade que ali foram pintados, durante meses, pela Brasileira, Maria Alcina Castelo Branco. Nesta deparam-se-nos também 14 peças artísticas do grande escultor Francês, do séc. XIX, “DUTRUC”. Do seu acervo constam cerca de 700 Artistas, pelo que seria fastidioso nomeá-los. No entanto, dos já falecidos, sempre se referem originais de Soares dos Reis, Teixeira Lopes, Jorge Barradas, António Paiva, Delfim Maya, José Rodrigues, António Duarte, António Santos; e muitos outros, quanto a escultores Malhoa, Sousa Pinto, Smith, Cândido da Cunha, Carlos Reis, Silva Porto, Columbano, Alves Cardoso, Abel Salazar, Manuel Filipe, Rezende, Anunciação, Domingos Sequeira, Vieira da Silva, Arpad Szenes, João Vilaret, António Saúde, Eduardo Viana, Dali, Lozano, António Carneiro, e Di Cavalcanti, Glauco Chaves, Carlos Gomes, Cordélia Andrade, Sampaio Parreiras, José de Dome e Óscar Tecídio e muitos outros, pintores. Estão ali representados, hoje, mais de 170 Autores Brasileiros. Em 2000, levou a efeito dez grandiosas exposições, compostas de 500 peças (pintura, escultura, “vária”), do Brasil, em 10 cidades do País, com o tema “BRASIL 500 ANOS”, as quais foram em todos os locais muito apreciadas. Possui as medalhas dos Concelhos de Castro Daire, Batalha, Figueiró dos Vinhos e das Cidades de Pinhel, Leiria, do Embaixador Jean Dawalibi, da Ordem dos Advogados, da Casa-Museu Rosália de Castro; Galardão da Sociedade Artística e Musical de Pousos, do Rancho da Região de Leiria, da Casa do Minho do Rio de Janeiro, do Coral do BNU, da Tertúlia Vimaranense (Cidade de Guimarães). Tem sido muitas vezes ao longo da sua existência divulgada em revistas e jornais.Visitaram-na já Presidentes, Embaixadores, Ministros, Bispos e milhares de Artistas que deixam sempre as suas favoráveis e enaltecedoras opiniões (espanhóis, franceses, alemães, ingleses, brasileiros, argentinos, mexicanos, israelitas, moçambicanos, angolanos, irlandeses, russos, ucranianos e italianos, nomeadamente). Constitui-se, actualmente o “Grupo Museológico do Automóvel Antigo e Clássico”, compreendendo já 57 unidades, desde 1909 a 1980; com exemplares raríssimos a outros que são lenda e ou pertenceram a personalidades mundiais. É intenção firme autonomizar-se do existente, todo o património artístico de raízes brasileiras, constituindo-se o “Grupo Museológico de Artes Brasileiras”, cujas Salas, à semelhança do que se nos depara actualmente, terão, cada uma, o seu respectivo Patrono, dentre os Grandes reconhecidos; os quais são, felizmente, muitos. Estreitam-se cada vez mais as relações do Museu com os Artistas Plásticos do Brasil e com Instituições Culturais que os representam. Tal movimento vai, por todos os meios disponíveis, ser incrementado, para enriquecimento do Belo, da Arte, da Beleza, e das relações entre o Brasil e Portugal.
Publicada por Arménio Vasconcelos
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Mulher Mãe
que das lembranças do meu ser, tua visita é presença.
E do meu olhar das parcelas dispersas, até à eternidade,
sinto teu olhar intranquilo, aveludado...
Até sorver o pensamento do universo
comungamos palavras adormecidas e outras vozes...
Ressuscito poemas e nas vozes dos anjos,
ventanias de aromas povoam as casas de pedra da aldeia do mundo,
o âmbar e a cidreira repousam junto das nossas memórias,
almas unidas até além da morte... Mulher,
somos verbo, pujança e trilho.
E quando o céu povoa silêncios, recolhemos
e reunidas reinventamos as palavras
adormecidas nas vozes de estrelas,
guardiãs da nossa consciência, eternamente. E lutamos.
Cristina Correia
sexta-feira, 12 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Mário Brochado Coelho

Biografia de Mário Brochado Coelhoquinta-feira, 28 de maio de 2009
ESPAÇO CIDADÃO
Para votar... Sabe onde está recenseado?
Para confirmar o seu recenseamento para as eleições basta que escreva o seu nome, n.º do Bilhete de Identidade e data de nascimento... e pode fazê-lo aqui.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Tempo das águas... tempo das árvores
Ficarei para sempre no tempo incertoe, escrevo nas águas "memórias do sempre"
por fim,
reinvento as palavras adormecidas e outras vozes.
Foi para ti que criei as folhas de seda
que atapetam o ninho das águas
e irmanam com as árvores do mundo.
Ficarei para sempre no tempo incerto
A árvore dos valores
Esta é a nova "árvore dos valores", que foi pintada pelo Edu, um artista local, para alegrar os jardins da Casa Emanuel http://www.casaemanuel.org/Bem hajam!
http://sorrisosemcor.blogspot.com/
Mobiliza-te!

Mobiliza-te!800 milhões de pessoas não têm acesso a comida suficiente para se alimentarem?
1.100 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1 dólar por dia?
1.200 milhões de pessoas não tem acesso à água potável?
10 milhões de crianças não sobrevivem até aos 5 anos por causas que podem ser evitadas?
50 milhões de pessoas em todo o mundo são afectadas com o VIH-SIDA?
10% da população mundial desfruta de 70% das riquezas do planeta...
Não será motivo para parar e pensar como podemos agir?
Desconhecimento não é desculpa.
Não fiquem indiferentes.
Mobilizem-se!
www.pobrezazero.org
Junto às árvores
Sei que a voz do olhar tem silênciose o mutismo domina o tempo
nas teias dos espelhos minguados.
Se soubessem quanto espreitamos
a memória dos silêncios
entre o genuíno e a perplexidade da consciência
jamais exerceriam actos disformes.
Junto à memória o conhecimento
imbuído em palavras verdade,
como é frágil o Ser,
e tão lúcido o pensamento.
A generosidade das árvores
não tem fim,
sei que as agarro
durante as minhas horas de existência
porque, essas sim,
são verdade,
espaços contíguos
das minhas rugas, que me concedem
caminhos de firmeza
e, me enchem de claridade.
Restou tanto por dizer
um vestígio de um olhar,
um refúgio no tempo.
Entre as metamorfoses a liberdade é caminho
para ler a voz do olhar e dos silêncios.
Ficarei para sempre no tempo incerto
dos silêncios,
junto às árvores.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
onde a bondade ainda brilha

terça-feira, 28 de abril de 2009
Camilo Castelo Branco " Os Amigos"
segunda-feira, 20 de abril de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
II Antologia de Poetas Lusófonos

Mais um elo para a Lusofonia
Escrever é algo mais do que espalhar letras, entornar palavras ou construir frases. Escrever é transmitir ideias, é concretizar desejos, é realizar sonhos, é prolongar a firme voz de comunicar. Escrever é cunhar identidade pela diversidade cultural que une países, regiões, cidades e aldeias.
A Lusofonia não é apenas um conjunto de países onde se fala a Língua Portuguesa. A Lusofonia está espalhada por todos os países do Mundo. Em todos eles existe alguém que fala ou escreve esta tão amada Língua.
Neste Planeta, em que parte da sociedade o considera global, não existem fronteiras para a Lusofonia nem para a Poesia, como defendia António Gedeão: “Minha aldeia é todo o mundo”.
A II Antologia de Poetas Lusófonos surge com os objectivos nobres de promover a Língua Portuguesa, de promover a Lusofonia e de promover os Poetas que espalham as suas veias inspiradoras por todo o Mundo, tal como o fizeram os grandes vultos da Lusofonia, com especial destaque para o Padre António Vieira, que além da Língua conseguiu unir Continentes.
Este é um livro que tenta unir regiões de vários Continentes. Unir poetas que nesta aldeia global, conseguem unir esforços e vontades para levar a efeito este livro.
O Padre António Vieira deixou escrito que um “Livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive”. Este livro é apenas mais uma semente lançada ao vento e que, de certo, irá ajudar a promover a Lusofonia no meio de um acordo que já se discute desde o século XIX.
A II Antologia de Poetas Lusófonos apresenta, nestas quase 500 páginas, 134 poetas de 11 países: Angola, Brasil, Canadá, Estados Unidos da América, França, Índia, Inglaterra, Moçambique, Portugal, Suíça e Timor.
As poesias que tatuam as páginas deste livro não são todas de índole académica. Queremos, também, dar voz à poesia mais popular. Mas, uma coisa é certa: neste livro todas as poesias têm mensagem. Todas elas transmitem sentimentos. Todas elas cantam a mesma Língua. E mais, todas elas nasceram tão distantes umas das outras e conseguiram um elo de verdadeira união através da II Antologia de Poetas Lusófonos.
Este livro nasce de uma grande força de vontade, bem espelhada por todos aqueles que nela participam. E, essa força, nasce em cada um dos 134 poetas destes 11 países, que desejaram e conseguiram saltar este obstáculo, que é a fronteira invisível das nações. Alexandre Herculano defendia que “o erro vulgar consiste em confundir o desejar com o querer. O desejo mede obstáculos; a vontade vence-os”.
Esta é uma Antologia que atravessa Oceanos, une Continentes e espalha Mensagens pelo punho de cada um dos 134 Poetas.
A todos eles e a todos aqueles que permitem que a II Antologia de Poetas Lusófonos seja uma realidade, tenho que deixar em nome das equipas editorial e técnica, os mais cordiais e sinceros agradecimentos.
Um especial agradecimento para as Associações, Academias e Instituições que ajudaram a divulgar o regulamento da II Antologia e, um grande abraço a todos os Poetas.
Como escreveu o poeta açoriano, Armando Côrtes-Rodrigues, “O mar da minha vida não tem longes”.
Até à III Antologia de Poetas Lusófonos.
Adélio Amaro
Coordenador Editorial
sexta-feira, 20 de março de 2009
No corpo já almeja outro mar... minha África


cruzámos nossos olhos
dispersos em fragmentos
no rumor do porto rio...
enterraram-se no tempo como farpas.
que eu já não sei
senão eu,
só levo uma mágoa,
um lamento, neste berço de anciania.
A memória devolve
minha ânsia de serenar
esses rostos... indiferentes
descem do crepúsculo em brumas brandas.
Quando o derradeiro pássaro perecer,
não pertenço mais à vida.
Oh! tempo da minha infância!
Manto bordado de Deus!
Deixa-me fitar-te,
somente sou, quando em verso...
E no regresso
tudo coube no olhar com que não vi...
A bonina da fé
portadora dos poetas, dos afagos.
Minha face em luto,
labirinto envelhecido
e, sem saber de mim
brota no intervalo do tempo
a lembrança de uma ruga.
Minha face em cinza,
morre sem renunciar um corte, um risco, uma névoa
e, por vezes, num segundo se aprisiona
o momento.
Quando o derradeiro sopro findar,
não pertenço mais à vida.
E tocará esse piano
neste descaminho benigno,
não conhecendo quem o escute.
Só de longe e recôndito,
o espírito em que habita
tacteará meu rosto
sobre o regaço morno
dum livro cálido
tocado pela emoção.
Sei que já nada é querido.
Venha a viagem quando Deus quiser.
Enquanto houver uns olhos que brilham,
outros olhos que os fitam,
pende meu seio outro céu.
No corpo já almeja outro mar,
minha memória, minha África,
Oh! tempo da minha infância!
Na terra das palavras

AbraçoNa terra das palavras
havia poemas e sonhos,
na tua mão eu os colhi.
E na seiva do teu olhar
fui plantar folhas de seda
que colhi no alto mar
preciosas, só para ti…
Sete abraços enfeitaram
pedaços da terra do céu,
sete silêncios cantaram
os Anjos,
melodias, junto de mim
perto de ti…
...____________________
o túmulo do âmago
e o silêncio dos guiados.
Viesse um vento...
eu poderia elevar a vela
num cântico além-mundo.
As mãos cansadas
cantam um poema livre,
a qualquer hora de solidão,
palavra fértil
num vazio derrotado...
Onde cabe o nada
abundam sementes
a anuir
sempre com alma
a embrulhar silêncios...
O cordão umbilical,
o cheiro a rosas,
sabor a lágrimas...
nostalgia.
e a saudade perpétua do nascer.
...__________________________________
com brandura
o momento.
CCorreia
quinta-feira, 12 de março de 2009
um fio de memória

PoetaTu sabes, não sabes!
Como, por vezes,
é difícil fazer o sol brilhar.
No palmilhar do sonho
a vontade em alcançar
um sorriso na primavera
uma rosa, uma quimera
é, por vezes, um murmurar
de silêncios…
que só ao poeta lhe é dado
o condão de decifrar.
...
Chama-se destino à senda da vida!
Desassossego, incerteza, receio,
sonhos adiados, escondidos
risos e lágrimas que desaguam
junto do rio,
um fio de memória.
Longe, está plantado o meu canteiro
feito de dor, trabalho e histórias
...
Ah! poeta
Tu sabes, não sabes!
Como, por vezes,
é difícil fazer o sol brilhar.
CCcerne e o verso
O enlace entre a alma e o humanismo
A palavra reveste uma indiscutível força poética, uma narração em torno de uma emotividade essencial ao Humanismo. E é justamente através da emotividade - na força poética da palavra - que o poeta desencadeia o dispositivo da criatividade no leitor e que floresce a partir do diálogo. Dá-se, assim, o enlace entre a alma e o humanismo, a única e singular assinatura do mundo - o respeito, o afecto e amizade que damos uns aos outros. CCcerne e versoMulher de eleição "Maria José Quintela"

O prazer de ler os livros de Maria José Quintela, Um olhar não basta, Julho de 2006, publ. Pena Perfeita, e O mundo fica irreal, mas não me importo, Garça Editores, 2007.em pleno voo os pássaros abandonam a sua sombra
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domingo, 8 de março de 2009
Dia Internacional da Mulher
Fernando Amaral
http://www.parlamento.pt/VisitaVirtual/Paginas/BiogFernandoAmaral.aspx














