segunda-feira, 19 de setembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mário Quintana

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Trind'Art - Casa da Cultura de Paranhos - Porto



Casa da Cultura de Paranhos -Porto









Trind'Art





Serões da Bonjóia - Porto

Libânia Madureira - Carlos Andrade - Cristina Correia


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Trind' Art Exposição de Pintura



CASA da CULTURA de PARANHOS


PORTO


TRIND' ART EXPOSIÇÃO DE PINTURA

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


sexta-feira, 8 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

As lições

As lições


Ensinaram-me a falar

aprendi a escrever.


Ensinaram-me a escrever

aprendi a falar.


Ensinaram-me a ler

aprendi a ver.


Ensinaram-me a ouvir

aprendi a calar.


Ensinaram-me a pedir

aprendi a dar.


Ensinaram-me a comprar

aprendi a ter.


Ensinaram-me a beber

aprendi a rir.


Ensinaram-me a fugir

aprendi a ficar.


Ensinaram-me a aprender

aprendi a ignorar.


Ensinaram-me a amar

aprendi a criar.


Ensinaram-me a viver

aprendi a morrer.


Ensinaram-me a estar só

aprendi a estar.


Ensinaram-me a ser livre

aprendi a ser.



Ana Hatherly (1929- )

In Antologia da poesia portuguesa. Org. M. Alberta Meneres, E. M. Melo Castro. Vol. 2: 1940-1977, Lisboa, Moraes Editores, 1979, Col. Círculo de Poesia, p.76-77

Grupo de Pesquisa Eniac - TV Educacional (26/08/2009) A VISION OF STUDEN...

Na água do tempo




«Entre Julho e Agosto, A-Ver-O-Mar- 1961 Passam nuvens carregadas de chuva, empurradas pelo noroeste. Será finalmente a benção, tão pedida, para os milhos esganados de sede? Ou o noroeste é o varrer dessa promessa e teremos outro dia límpido e de sol aguilhoado?Já conheço os aprestos: o ganha-pão, a graveta, a carrela, as poitas, o vertedouro, as nassas, as siglas nos remos e nos paus. Já sei achãosar, estender, embora me avenha mal a empadelar. Tomo conta dos cachopos enquanto as mães andam nas carreladas ou na beirada. A minha vida entrelaca-se com a deles. (…)Enraízo-me. E maravilho-me com as algas. Vidradas umas, assedadas como flores, outras. Fendidas como guelras. Penugentas como borlas. Com texturas de tecido, de borracha, de látego. E o precioso coral das buzininhas, misturado às sardas dos beijinhos ou à madrepérola axadrezada dos caracóis. As transparências e os brilhos ressuscitam toda a beleza da Terra. Há uma exaltação de começo do mundo, quando o azul ultramarino, varrido pela nortada se encrista de luminosas espumas.(…)»

Na água do tempo -diário por Luísa Dacosta, Quimera Editores, 1992 ; publicado também pelas Edições Asa

segunda-feira, 4 de julho de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Poesia de Libânia Madureira

Som do silêncio

Infinitos caminhos,
Que se cruzam
Se tocam, se fundem
...se irmanam

Pequenos nadas,
Tão importantes
Nas imagens permanentes
Nos factos inesquecíveis
De momentos eternos,
Nas vidas que não se apagam…

“NO MEIO DA MULTIDÃO… HÁ SOLIDÃO POVOADA”

Viajando, sem sair do lugar,
Ouvindo apenas os suspiros dos ventos,
Que murmuram parecendo chorar,
Ainda que por breves momentos.

Há uma saudade,
Um perfume triste,
Uma dor que persiste
E não se vê.
Dura mágoa, invade
O coração
De tanta gente,
Apesar de saber o porquê,
De tanta solidão povoada,
Tanta gente abandonada
Neste imenso bosque
Pela dor, pela sorte,
No meio da multidão.

Ah, como eu queria,
Que o amor não fosse utopia
E uma gota deste vasto oceano,
_ Um simples grão de argila humano_
Florescesse
Aquecesse
A semente que repousa na sua leva,
Abatesse a treva
Num mágico toque de amor,
Esse antídoto da solidão e da dor…

Ecos Vítreos

Ecos Vítreos
Transpondo o espaço sideral
Ecos níveos
Onde as estrelas pintam cada palavra minha e tua
Humana e universal
Deixando transparecer o invisível
Sons da vida que se perpetua
Num poema indizível
Na magia da Lusofonia
Numa “Sonata” imortal

Libânia Madureira