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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
As lições
As liçõesEnsinaram-me a falar
aprendi a escrever.
Ensinaram-me a escrever
aprendi a falar.
Ensinaram-me a ler
aprendi a ver.
Ensinaram-me a ouvir
aprendi a calar.
Ensinaram-me a pedir
aprendi a dar.
Ensinaram-me a comprar
aprendi a ter.
Ensinaram-me a beber
aprendi a rir.
Ensinaram-me a fugir
aprendi a ficar.
Ensinaram-me a aprender
aprendi a ignorar.
Ensinaram-me a amar
aprendi a criar.
Ensinaram-me a viver
aprendi a morrer.
Ensinaram-me a estar só
aprendi a estar.
Ensinaram-me a ser livre
aprendi a ser.
Ana Hatherly (1929- )
In Antologia da poesia portuguesa. Org. M. Alberta Meneres, E. M. Melo Castro. Vol. 2: 1940-1977, Lisboa, Moraes Editores, 1979, Col. Círculo de Poesia, p.76-77
In Antologia da poesia portuguesa. Org. M. Alberta Meneres, E. M. Melo Castro. Vol. 2: 1940-1977, Lisboa, Moraes Editores, 1979, Col. Círculo de Poesia, p.76-77
Na água do tempo

«Entre Julho e Agosto, A-Ver-O-Mar- 1961 Passam nuvens carregadas de chuva, empurradas pelo noroeste. Será finalmente a benção, tão pedida, para os milhos esganados de sede? Ou o noroeste é o varrer dessa promessa e teremos outro dia límpido e de sol aguilhoado?Já conheço os aprestos: o ganha-pão, a graveta, a carrela, as poitas, o vertedouro, as nassas, as siglas nos remos e nos paus. Já sei achãosar, estender, embora me avenha mal a empadelar. Tomo conta dos cachopos enquanto as mães andam nas carreladas ou na beirada. A minha vida entrelaca-se com a deles. (…)Enraízo-me. E maravilho-me com as algas. Vidradas umas, assedadas como flores, outras. Fendidas como guelras. Penugentas como borlas. Com texturas de tecido, de borracha, de látego. E o precioso coral das buzininhas, misturado às sardas dos beijinhos ou à madrepérola axadrezada dos caracóis. As transparências e os brilhos ressuscitam toda a beleza da Terra. Há uma exaltação de começo do mundo, quando o azul ultramarino, varrido pela nortada se encrista de luminosas espumas.(…)»
Na água do tempo -diário por Luísa Dacosta, Quimera Editores, 1992 ; publicado também pelas Edições Asa
segunda-feira, 4 de julho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Poesia de Libânia Madureira
Som do silêncioInfinitos caminhos,
Que se cruzam
Se tocam, se fundem
...se irmanam
Pequenos nadas,
Tão importantes
Nas imagens permanentes
Nos factos inesquecíveis
De momentos eternos,
Nas vidas que não se apagam…
“NO MEIO DA MULTIDÃO… HÁ SOLIDÃO POVOADA”
Viajando, sem sair do lugar,
Ouvindo apenas os suspiros dos ventos,
Que murmuram parecendo chorar,
Ainda que por breves momentos.
Há uma saudade,
Um perfume triste,
Uma dor que persiste
E não se vê.
Dura mágoa, invade
O coração
De tanta gente,
Apesar de saber o porquê,
De tanta solidão povoada,
Tanta gente abandonada
Neste imenso bosque
Pela dor, pela sorte,
No meio da multidão.
Ah, como eu queria,
Que o amor não fosse utopia
E uma gota deste vasto oceano,
_ Um simples grão de argila humano_
Florescesse
Aquecesse
A semente que repousa na sua leva,
Abatesse a treva
Num mágico toque de amor,
Esse antídoto da solidão e da dor…
Ecos Vítreos
Ecos Vítreos
Transpondo o espaço sideral
Ecos níveos
Onde as estrelas pintam cada palavra minha e tua
Humana e universal
Deixando transparecer o invisível
Sons da vida que se perpetua
Num poema indizível
Na magia da Lusofonia
Numa “Sonata” imortal
Libânia Madureira
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